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Resolução sobre Darfur é urgente, diz Annan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu ao Conselho de Segurança da organização que aprove com urgência uma resolução para pôr fim à violência na província de Darfur, no Sudão. Annan disse que o Conselho não pode adiar esse trabalho, tendo em vista a situação enfrentada pelos civis na região do oeste sudanês, onde tanto membros do exército quanto rebeldes violaram um acordo de cessar-fogo. Uma proposta de resolução que está sendo analisada pelo Conselho, e que tem o apoio dos Estados Unidos, ameaça o governo sudanês com a adoção de sanções caso ele não intervenha para desarmar as milícias acusadas de atacar os civis em Darfur. No entanto, alguns membros do Conselho de Segurança, como a China e o Paquistão, se opõem a sanções. Urgência O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Danforth, elogiou as declarações de Annan, dizendo que elas influenciam de forma positiva o Conselho de Segurança ao evidenciar a urgência da situação. Kofi Annan também anunciou nesta quarta-feira que está enviando a Darfur três funcionários da ONU – entre eles a alta comissária para direitos humanos, Louise Harbour. Os funcionários terão a missão de recomendar, com base no que observarem, ações no sentido de proteger os civis. Neste ano, em outros relatórios preparados pela ONU, os rebeldes que atuam em Darfur – conhecidos como Janjaweed – foram acusados de cometer inúmeras atrocidades, entre elas o assassinato e o estupro de habitantes locais. Acredita-se que mais de um milhão de pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas em Darfur por causa da violência. |
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