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Atualizado às: 01 de setembro, 2004 - 16h30 GMT (13h30 Brasília)
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Governo do Sudão fracassou em Darfur, diz ONU
Vilarejo incendiado em Darfur
Monitores estão investigando o incêndio de vilarejos em Darfur
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o Sudão não desarmou as milícias árabes nem suspendeu ataques contra civis na conturbada região de Darfur.

O documento não mencionou nem recomendou a adoção de sanções contra o governo sudanês, como uma resolução anterior da ONU ameaçara fazer.

Até 50 mil pessoas morreram em Darfur, depois de uma campanha de milicianos árabes contra negros africanos.

A violência acarretou uma crise humana que levou até 1 milhão de pessoas a abandonarem suas casas.

Conselho de Segurança

O relatório afirma que o governo do Sudão obteve "algum progresso" nas condições de segurança e na ajuda à distribuição de ajuda humanitária.

Mas que "o governo do Sudão não conseguiu resolver a crise em Darfur e não cumpriu com alguns compromissos importantes que assumiu", diz a agência de notícias AP.

O emissário da ONU ao Sudão, Jan Pronk, deverá apresentar um relatório com suas conclusões ao Conselho de Segurança na quinta-feira.

Tem havido debates dentro da ONU sobre a imposição ou não de sanções ao Sudão se o país fracassar na melhoria das condições de segurança em Darfur.

O Sudão recebeu um prazo de 30 dias para controlar a milícia Janjaweed, responsabilizada por atrocidades na região. O prazo expirou no dia 30 de agosto.

Presença internacional

O relatório, preparado por Pronk em nome do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu um "aumento substancial na presença internacional" em Darfur o mais rápido possível.

A ONU e a União Africana trabalham em um plano para aumentar a pequena missão observadora atual na área para cerca de 3 mil soldados e 1,1 mil policiais.

Até agora, Nigéria e Ruanda enviaram cerca de 150 soldados cada um a Darfur para proteger monitores do cessar-fogo.

As conversações de paz entre o governo sudanês e os rebeldes da região de Darfur continuam na capital nigeriana, Abuja.

A coordenadora de ajuda de emergência da ONU disse que para milhares de pessoas em Darfur, as condições de vida continuam desesperadamente precárias.

Jan Egeland afirmou que os civis ainda enfrentam ameaças de estupro e assassinato por parte de milicianos pró-governo.

Refugiado sudanêsCrise humana
Governo do Sudão promete agir para conter milícias.
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