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Sudão rejeita força de paz para monitorar Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Sudão disse que não irá aceitar o estabelecimento de uma força de paz para monitorar a região de Darfur. Mas o ministro das Relações Exteriores do país, Mustafa Osman Ismail, disse, no entanto, que o governo do país poderá concordar com o envio de mais monitores para a região. A reação do ministro sudanês foi uma resposta à observação do enviado especial da ONU, Jan Pronk, de que as 3 mil tropas que a União Africana pretende enviar à região não são suficientes. O conflito em Darfur deixou pelo menos 50 mil pessoas mortas e 1 milhão de desabrigados, ao longo dos últimos 18 meses. Existe o risco de mais pessoas que perderam suas casas morrerem de fome ou em decorrência de doenças. Mílicias árabes conhecidas como janjaweed são acusadas de ter promovido estupros e limpeza étnica na região com a conivência do governo do Sudão. EUA e ONU Nesta quarta-feira, a ONU discutiu o conflito em Darfur, mas optou por não adotar no momento sanções contra o governo do Sudão. Os Estados Unidos vêm pressionando a ONU pela adoção de medidas contra o Sudão, sob o argumento de que o governo segue apoiando as milícias árabes e promovendo ataques contra civis em Darfur. O embaixador americano na ONU, John Danforth, citando um relatório feito por forças da União Africana, disse que ataques de milícias árabes contra civis em Darfur cotinuaram a ocorrer na semana passada. O governo sudanês têm dito que o número extra de policiais que deslocou para a região irá proteger os civis na área, mas o embaixador John Darforth acredita que as próprias forças governamentais representam uma ameaça à população de Darfur. "Se o trabalho de fornecer segurança está sendo feito exclusivamente pelas pessoas que estão jogando bombas na população de Darfur. As pessoas na região irão perguntar: 'que tipo de proteção é essa?'" O governo do Sudão nega ter armado as mílicas janjaweed e atribui a violência na região a dois grupos rebeldes de Darfur que se insurgiram no ano passado. Negociações de paz entre grupos rebeldes e o governo do Sudão foram interrompidas, devido a divergências relativas a temas como desarmamento e outras questões de segurança. |
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