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Embaixador do Sudão elogia relatório da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador do Sudão na ONU, Elfaith Erwa, disse que um relatório da ONU que critica seu país por sua atuação na região de Darfur é "equilibrado". O documento afirma que o Sudão teve sucesso apenas parcial na tentativa de frear os ataques contra civis na conturbada região, no oeste do país. Erwa disse que o Sudão não foi capaz de fazer tudo o que lhe foi pedido pela ONU em relação a Darfur devido ao que chamou de “meio ambiente e circunstâncias”. O documento da ONU não mencionou nem recomendou a adoção de sanções contra o governo sudanês, como uma resolução anterior das Nações Unidas ameaçara fazer. Processo "complicado" Até 50 mil pessoas morreram em Darfur, depois de uma campanha de milicianos árabes contra negros africanos. A violência acarretou uma crise humana que levou até 1 milhão de pessoas a abandonarem suas casas. Em uma entrevista à BBC, o ministro das Relações Exteriores sudanês, Najib Abd-Al-Wahab, disse que a criação de condições de segurança em Darfur é um processo complicado, mas insistiu que o seu governo pode manter a ordem na região. O emissário da ONU ao Sudão, Jan Pronk, deverá apresentar suas conclusões ao Conselho de Segurança na quinta-feira. O Sudão recebeu um prazo de 30 dias para controlar a milícia Janjaweed, responsabilizada por atrocidades na região. O prazo expirou no dia 30 de agosto. Presença internacional O relatório, preparado por Pronk em nome do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu um "aumento substancial na presença internacional" em Darfur o mais rápido possível. A ONU e a União Africana trabalham em um plano para aumentar a pequena missão observadora atual na área para cerca de 3 mil soldados e 1,1 mil policiais. Até agora, Nigéria e Ruanda enviaram cerca de 150 soldados cada um a Darfur para proteger monitores do cessar-fogo. As conversações de paz entre o governo sudanês e os rebeldes da região de Darfur continuam na capital nigeriana, Abuja. A coordenadora de ajuda de emergência da ONU disse que para milhares de pessoas em Darfur, as condições de vida continuam desesperadamente precárias. Jan Egeland afirmou que os civis ainda enfrentam ameaças de estupro e assassinato por parte de milicianos pró-governo. |
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