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EUA apresentam nova resolução sobre Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira uma nova proposta de resolução com o objetivo de aumentar a pressão sobre o governo do Sudão no tocante à violência na região de Darfur. O esboço propõe que uma força formada por soldados de países da União Africana monitore a segurança na região, e volta propor a adoção de sanções contra o Sudão, caso o governo não colabore com os esforços para acabar com a violência. O documento também sugere que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, crie uma comissão internacional para investigar abusos de direitos humanos em Darfur. O governo sudanês rejeita a alegação de que até 50 mil pessoas morreram até agora na crise humana na região, no oeste do país. De acordo com o ministro do Exterior, Mustafa Osman Ismail, o número de vítimas não supera 5 mil. “Genocídio” A resolução diz que houve “melhorias limitadas” no acesso dado a funcionários de agências humanitárias às vítimas da crise. Mas também acusa o Sudão de não ter cumprido uma resolução anterior, aprovada em julho pela ONU, pedindo que o governo de Cartum interviesse para desarmar as milícias acusadas de atacar a população em Darfur. O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Richard Boucher, negou que a proposta não carregue força suficiente, mas reconheceu que a comunidade internacional precisa equilibrar sua reação à crise em Darfur para garantir que o objetivo de diminuir a violência seja cumprido. Nesta quinta-feira, o secretário americano de Estado, Colin Powell, deve prestar depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano sobre o conflito em Darfur. Acredita-se que, durante a sessão, Powell esclareça se o governo dos Estados Unidos considera ou não oficialmente que a violência em Darfur se encaixa na definição de genocídio. Embora a Câmara dos Representantes americana já tenha declarado que tal violência representa genocídio, o Departamento de Estado tem se recusado a fazer uso da definição ao se referir à situação no oeste do Sudão. A posição pode mudar, já que investigadores do Departamento de Estado realizaram um novo levantamento das condições em Darfur, em que foram reunidos os depoimentos de 1,8 mil pessoas que fugiram da violência e estão em abrigos no Chade. |
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