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Força no Haiti assumirá com efetivo reduzido

General Augusto Heleno
General Augusto Heleno
A força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Haiti (Minustah, na sigla em francês) vai assumir as operações no país com menos da metade do contingente total previsto pela organização, de 6,7 mil militares e 1,7 mil policiais civis.

O comandante da Minustah, general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, disse que quando força "assumir a responsabilidade pela zona de ação", no dia 25 de junho, ainda vai operar com cerca de 3 mil soldados.

"Vamos iniciar as operações com este contingente, que eu considero compatível e o nosso efetivo total (previsto no mandato da ONU) deve estar no Haiti até o fim de julho ou início de agosto. Nós somos militares e estamos acostumados às adversidades. Se for necessário, dormimos menos e patrulhamos mais", disse Ribeiro.

Na terça-feira, chegaram à capital haitiana, Porto Príncipe, mais quatro navios brasileiros, trazendo duas mil toneladas de equipamentos, e 161 fuzileiros e soldados do Exército.

Os militares que faltam para compor o efetivo total do Brasil, de 1,2 mil soldados, chegam transportados em cinco aviões Hércules durante esta semana.

Espera

Mas, por enquanto, os brasileiros serão os únicos integrantes oficiais da Minustah em território haitiano.

Um companhia canadense se comprometeu a permanecer na cidade de Gonaives -um dos principas focos de violência no interior do país - até a chegada dos soldados argentinos que vão guarnecer a região.

Soldados chilenos também estão no Haiti, mas os destacamentos ainda são remanescentes da Força Multilateral Interina (MIF, na sigla inglês), que está de saída.

"Estão confirmadas as tropas da Argentina e do Chile e praticamente confirmadas as do Uruguai e do Paraguai. Mas temos ainda a confirmar tropas do Peru, do Equador, da Guatemala e do Nepal", disse o general.

"Estes atrasos são normais porque, como no Brasil, os parlamentos destes países têm de autorizar o envio das tropas", afirmou ele.

Presença

O general Heleno diz que a coisa mais importante agora no Haiti é "estabelecer a presença da força de paz".

"O país está calmo e por enquanto nós só temos de mostrar à população que estamos presentes. Já dei instruções para que, quando iniciarmos as operações, seja estabelecida uma presença no país até mais intensa do que a da força interina", afirmou o militar brasileiro.

O general admite que isto vai ser mais difícil com a tropa incompleta.

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