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Indefinição quanto a tropas preocupa general no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da Força de Estabilização do Haiti (Minustah, na sigla em francês), o general brasileiro Augusto Heleno, manifestou sua preocupação com a data de chegada ao Haiti do restante das tropas que integram a força Heleno assumiu formalmente nesta terça-feira a responsabilidade pelas operações no país, em substituição à Força Multilateral Interina (MIF, na sigla em inglês) formada por Estados Unidos, Canadá, França e Chile. Segundo o general, a chegada deve ocorrer dentro do prazo estabelecido “porque já temos definida a data em que devem sair daqui as forças da MIF, entre 20 de junho e 1º de julho. É importante que o nosso contingente já esteja aqui neste momento para que não haja um vazio de poder.” "Como militares, estamos acostumados ao trabalho em meio a adversidades e vamos fazer o trabalho com qualquer contingente que estiver disponível. Mas eu considero que para operar com efetividade precisaríamos começar no mínimo com um contingente de 3 mil homens, como o grupo da MIF que já está aqui", acrescentou. Instalações Em uma cerimônia nesta terça-feira na Academia da Polícia Nacional, em Porto Príncipe, os soldados que ficarão sob o comando do general Augusto Heleno trocaram simbolicamente as boinas de seus exércitos nacionais pelas boinas azuis, que identificam as forças de paz da ONU. Mas, como na prática o contingente da Minustah ainda não está no Haiti, a MIF vai continuar operando no país durante um mês. O mandato da ONU prevê a presença de cerca de 6,7 mil soldados e 1,2 mil policiais na força de paz, mas até agora há apenas pouco mais de 200 militares no país, a maioria brasileiros. Na manhã desta terça-feira chegaram ao país mais 150 soldados brasileiros, que se somam aos 47 que já estão no país desde o sábado. Esta primeira equipe está preparando as instalações que vão abrigar a brigada total de 1,2 mil brasileiros que devem participar da missão de paz. "O Batalhão de São Leopoldo está sendo treinado há anos para uma missão de paz no exterior e nós temos confiança de que nossa tropa está preparada para esta responsabilidade", disse o general Américo Salvador, o oficial que vai comandar a brigada brasileira no Haiti. O mandato da ONU diz que as forças de paz devem manter a estabilidade e desarmar o Haiti, além de participar de operações humanitárias. Durante a cerimônia de transferência de poder, o presidente haitiano, Boniface Alexandre, disse que as necessidades do país são muitas e vão além disso. Estabilidade "Além de estabilização e segurança, precisamos de uma revitalização do ecossistema haitiano, de uma renovação da nossa infra-estrutura vital e de desenvolvimento econômico e social. Esperamos conseguir isso em uma parceria entre o Haiti e a comunidade internacional", disse o presidente. "A Minustah assume suas funções aqui em um momento particularmente importante, quando populações atingidas por enchentes em nosso país precisam tão desesperadamente de ajuda." O general Coleman, dos Fuzileiros Navais Americanos, disse que a MIF, comandada por ele, conseguiu estabilizar o Haiti. "Nós cumprimos nossa missão aqui e o país está muito mais estável para a atuação das forças de paz da ONU. Mas queria deixar claro que estamos à disposição deste país, que não pretendemos abandonar", disse o general. |
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