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Atualizado às: 31 de maio, 2004 - 23h27 GMT (20h27 Brasília)
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'Milhares ainda podem morrer' em chuvas no Caribe
Helicóptero leva ajuda a local atingido pela chuva no Haiti
Helicópteros militares têm sido usados para levar ajuda a áreas remotas
Representantes da Cruz Vermelha Internacional e do Programa Mundial de Alimentação da ONU (Organização das Nações Unidas) advertiram nesta segunda-feira que milhares de pessoas ainda podem morrer em vilarejos no Haiti em decorrência das chuvas das últimas semanas.

De acordo com pessoas envolvidas nos trabalhos de ajuda humanitária da Cruz Vermelha, cerca de 2 mil pessoas podem morrer em deslizamentos de terra ou devido à proliferação de doenças depois das inundações.

Um representante do Programa Mundial de Alimentação também disse à agência de notícias France Presse que cerca de 10 mil famílias estão em situação de risco na região da vila de Mapou, no sudeste do país.

Agências de ajuda humanitária estão tendo dificuldade de levar assistência a sobreviventes em áreas remotas, especialmente depois que os vôos com helicópteros militares foram suspensos nesta segunda-feira por um dia para manutenção das aeronaves.

Diques

A Cruz Vermelha manifestou preocupação com diques naturais formados com pedras e outros detritos acumulados pela chuva perto dos vilarejos de Bawa, St. Michel, Nal Galette e Naroche.

News image

Segundo a organização, esses diques poderiam se romper caso mais chuvas intensas atingissem a região.

“Nossa maior preocupação neste momento é que essas quatro vilas estão correndo risco de serem atingidas por deslizamentos de terra, lama e pedra”, disse o porta-voz da Cruz Vermelha, Barnard Barratt, à BBC.

“Nós distribuímos coberturas plásticas às pessoas para que elas possam fazer abrigos provisórios em locais mais elevados, e estamos tentando fazer com que funcionários da Defesa Civil façam vigilância à noite.”

O Programa Mundial de Alimentação disse ter distribuído, até esta segunda-feira, um total de 60 toneladas de rações de emergência às vítimas nas enchentes na Ilha de Hispaniola – onde, além do Haiti, fica a República Dominicana.

A organização disse ter enviado nesta segunda-feira 40 toneladas de comida a Fonds Verrettes, uma das cidades mais atingidas no Haiti. A expectativa é que os alimentos atendam 8,4 mil pessoas e durem uma semana.

Pelo menos 2 mil pessoas foram dadas como mortas ou desaparecidas na semana passada devido às enchentes na Ilha de Hispaniola.

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