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Chuvas 'podem ter matado mil' em vila do Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As pesadas chuvas das últimas semanas na ilha caribenha de Hispaniola deixaram um vilarejo inteiro embaixo d’água no sul do Haiti, provocando dezenas de mortes. De acordo com as Nações Unidas, 176 pessoas morreram ou estão desaparecidas em Mapou – mas a cifra pode ainda aumentar bastante, podendo chegar a cerca de mil mortos. De acordo com o correspondente da BBC no Haiti Stephen Gibbs, apenas as árvores mais altas do vilarejo estão visíveis sobre a água, e ainda continua chovendo na região. Agências de ajuda humanitária temem que, com a possibilidade de que milhares de corpos estejam submersos, a região se torne um foco de doenças. ONU Milhares de sobreviventes das enchentes no Haiti e na República Dominicana (o outro país que ocupa a ilha) estão desabrigados. A ONU (Organização das Nações Unidas) está enviando à região nesta sexta-feira duas equipes especializados em assistência a vítimas de desastres naturais para avaliar o que precisa ser feito com mais urgência. Até agora, acredita-se que pelo menos 900 pessoas tenham morrido nas enchentes.
As forças de paz lideradas pelos Estados Unidos, que chegaram ao Haiti em fevereiro depois de um período de turbulência política no país, estão ajudando na assistência às vítimas. Três helicópteros militares teriam deixado a capital Porto Príncipe nesta quinta-feira levando tabletes de cloro para purificação de água e outros suprimentos para a região de Mapou e Fonds Varettes, outro vilarejo bastante afetado pelas chuvas. “Mapou é no meio de um vale e a vila está praticamente embaixo d’água”, disse o tenente-coronel americano David Lapan à agência de notícias Reuters. Verbas de emergência Do outro lado da fronteira, no vilarejo dominicano de Jimaji, as equipes de resgate continuam procurando por sobreviventes em meio a rios de lama. A vila foi a mais afetada pelas enchentes no país. Pelo menos 329 corpos foram lá encontrados, e aproximadamente outras 300 pessoas estão desaparecidas. O embaixador americano na República Dominicana, Hans Hatler, voou à região e anunciou a liberação de US$ 50 mil em verbas de emergência. O presidente dominicano, Hipólito Mejía, declarou a região de Jimaji zona de desastre e determinou um dia de luto nacional nesta quinta-feira. |
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