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Atualizado às: 04 de junho, 2004 - 10h16 GMT (07h16 Brasília)
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Haitianos pedem emprego a tropas brasileiras

Soldados brasileiros em Porto Príncipe (Fotos: Paulo Cabral)
Soldados foram abordados com pedidos de emprego
Os 18 soldados brasileiros que na quinta-feira saíram às ruas de Porto Príncipe, capital do Haiti, para um primeiro contato formal com a população haitiana, ouviram saudações e pedidos de emprego.

A saída ainda não foi uma missão oficial, pois as operações só devem começar na semana que vem. Foi apenas um passeio de cerca de meia hora, em uma praça perto do aeroporto.

Em todas as conversas com haitianos o problema do desemprego é levantado e a necessidade de instalação de insdústrias no país apontada como uma prioridade.

Mas aqueles que tiveram a oportunidade de um contato direto com os brasileiros falaram de prazos mais curtos e queriam as vagas que devem aparecer para civis do país quando as tropas da Força de Paz da ONU se instalarem por aqui.

"Eu trabalhava numa indústria, mas agora ela fechou e é a minha mulher que nos sustenta. Quero trabalhar como motorista, porque é isso que eu sei fazer", disse Jean Robert, que fez seu pedido ao chefe da assessoria de comunicação social da tropa brasileira, o coronel Luis Felipe Carbonell.

Cartões

Cartaz em francês e créole
Cartazes com o nome do Brasil estão espalhados pela capital

Carbonell deu a Jean Robert e a outro haitiano que fez pedido semelhante um cartão com o número de telefone da base brasileira, que de fato deve ter de contratar algumas pessoas localmente.

"Eles têm uma expectativa muito grande e a grande preocupação é a falta de trabalho", disse.

Mas Carbonell admite que as expectativas dos haitianos podem estar acima da capacidade dos militares que estão vindo para o país.

"Nós somos uma tropa militar que está aqui para dar segurança e não para a criação de empregos, que pode ser uma função de outras áreas nas Nações Unidas. É claro que existe o risco de uma decepção, mas tenho certeza que o comando da Minustah (sigla em Francês para a Força de Estabilização da ONU) está considerando isso", disse o militar.

Os miltares também distribuiram pequenos cartões com desenhos que têm as cores do Brasil e do Haiti, com a frase "unidos pela paz" escrita em créole e em francês.

Cartazes assim também serão colocados na cidade. Os soldados também receberam livretos com frases úteis em créole.

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