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General dos EUA nega que tenha tentado esconder abusos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe do gabinete militar dos Estados Unidos, General Richard Myers, negou durante depoimento a comissão de serviços armados do Senado americano, nesta sexta-feira, que tenha tentado esconder o escândalo de abusos contra prisioneiros iraquianos. Myers, que falou aos legisladores juntamente com o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, foi questionado por um senador porque ele havia tentado evitar a divulgação de imagens pela rede de TV americana CBS. “O que eu pedi à CBS que fizesse foi atrasar a divulgação das imagens devido à situação difícil no Iraque, que era a pior desde a principal fase de combates terminou (em primeiro de maio de 2004)”, disse o general. “Eu pensei que isso (a divulgação das imagens) poderia causar mal diretamente a nossas tropas, iria matar nossas tropas.” História Myers disse que não discutiu o assunto com o presidente americano, George W. Bush, nem com o vice-presidente, Dick Cheney, ou mesmo com o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld. Mas o senador Mark Dayton, autor da pergunta, disse que o pedido do general era contra os princípios dos Estados Unidos. “Tentativas de suprimir a veiculação de notícias, de impedir que o Congresso e que o povo americano tenham acesso à verdade é antiético para a Democracia”, disse ele. Rumsfeld defendeu a conduta do chefe do gabinete militar. “Durante a história de nosso país, houve incidentes onde situações militares levaram os governos a conversar com membros da imprensa e fazer um pedido editorial a eles, para que eles atrasassem por um certo período a divulgação de alguma informação”, disse o secretário de Defesa. |
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