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Atualizado às: 07 de maio, 2004 - 11h12 GMT (08h12 Brasília)
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'NYT' e 'Economist' cobram demissão de Rumsfeld
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Jornais e revistas internacionais estão defendendo a renúncia do secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, devido ao escândalo das fotos de tortura de iraquianos por soldados americanos.

O diário The New York Times afirma em editorial que Rumsfeld deve ir embora, ou, se ele não pedir demissão, ela tem que ser exigida pelo presidente George W. Bush.

O Detroit Free Press concorda com esta posição e ainda faz um trocadilho, chamado Rumsfeld de Secretário da Ofensa, jogando com a similaridade das palavras Offense e Defense em inglês.

Mesmo a revista britânica The Economist, que costuma apoiar com entusiasmo a política externa do governo Bush, pede a cabeça de Rumsfeld, que, segundo a revista, é o “homem mais identificado com a cultura mais ampla com a qual os abusos se relacionam”.

Em defesa de Rumsfeld saiu o The Washington Times, segundo o qual a imprensa se tornou em uma “gangue de linchadores” que, com “agendas evidentes”, tomou para o si o papel de decidir o futuro da carreira do secretário da Defesa.

Desculpas

Na mídia árabe, as desculpas pedidas pelo presidente George W. Bush não causaram lá grande impacto positivo.

O jornal saudita Al-Riyadh, por exemplo, afirma que “assassinos não pedem desculpas” e que “nem Bush nem Rumsfeld serão absolvidos pelos crimes na prisão de Abu Ghraib”.

O Al-Anwar, do Líbano, compara toda polêmica à conhecida fábula das roupas novas do imperador, completando que “vai ser difícil para Bush e sua assessora Condoleezza Rice esconderem sua nudez debaixo de meras palavras”.

O Al-Anbaa, do Sudão, diz que “Bush pisa com suas botas em nosso povo e depois simula polidez dizendo ‘Desculpe! Foi sem querer...'”.

Já o “Al-Akhbar”, do Egito, diz em editorial que “o escândalo de Abu Ghraib é responsabilidade de todo o governo americano”.

Recruta England

O The New York Times também publica uma reportagem com a família da recruta Lynndie R. England, a soldada que mais aparece nas fotos de tortura.

Segundo o jornal, a recruta entrou no Exército a fim de juntar dinheiro para cursar a universidade e assim conseguir deixar sua cidade natal, a minúscula Fort Ashby, na Virgínia Ocidental.

Seus pais dizem que a recruta England é uma moça valente, um tanto cabeça-dura e às vezes bastente impetuosa.

Mas não acreditam que ela tenha tido a idéia de torturar os prisioneiros e deveria estar seguindo ordens quando as fotos foram tiradas.

Uma amiga afirma que “não há um osso com malícia no corpo dela”.

Argentina e MST

Na Argentina o La Nación demonstra preocupação com as invasões de terras que estão acontecendo na província de Misiones, no norte do país, e parecem estar se espalhando para Salta, na divisa com a Bolívia.

O jornal lembra que várias das invasões estão acontecendo perto da fronteira com o Brasil e que há tempos vem alertando para a dimensão assumida nos últimos anos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O La Nación, demonstra preocupação com o suposto envolvimento de religiosos argentinos com o MST e cobra que o governo Néstor Kirchner acompanhe o assunto com “atenção prioritária”.

“(As invasões”) constituem uma violação do direito de propriedade e da garantia jurídica (...) indispensável para o progresso e bem-estar de qualquer sociedade”, diz o jornal, para quem a ideologia do MST a respeito deste assunto “acentua a preocupação”.

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