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Bush deve condenar abusos no Iraque em TV árabe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deverá aparecer em canais árabes de televisão nesta quarta-feira numa tentativa de reconquistar a confiança do Oriente Médio depois que forças americanas foram envolvidas em um escândalo de abuso de prisioneiros iraquianos. Vieram a público fotografias que mostravam detentos da prisão de Abu Gharib, perto da capital, Bagdá, nus e submetidos a tratamento humilhante. Bush disse que os maus-tratos de prisioneiros iraquianos é "vergonhoso e inaceitável", segundo seu porta-voz, Scott McClellan. A assessora americana para a Segurança Nacional, Condoleezza Rice, disse que o presidente Bush garantiu que os soldados responsáveis por maus-tratos a prisioneiros iraquianos em Abu Gharib terão que responder por seus atos. O Exército americano admitiu a ocorrência de 25 mortes de pessoas sob custódia no Iraque e no Afeganistão, inclusive dois assassinatos. Em declarações à televisão árabe, Rice disse que as pessoas verão a determinação do governo na obtenção da verdade. Entrevistas McClellan disse que o presidente vai dar entrevistas à rede de televisão Al Hurra, patrocinada pelos Estados Unidos, e à rede árabe Al-Arabiya. Segundo o porta-voz, o presidente vai informar às nações árabes que as imagens de abuso de prisioneiros são inaceitáveis. "Estas imagens não representam o que os Estados Unidos defendem, nem representam o alto nível de conduta que nossos militares estão comprometidos em manter", disse McClellan. As imagens ofenderam a opinião pública árabe e criaram uma controvérsia política em Washington. O senador republicano Bill Frist, do mesmo partido de Bush, disse que o abuso de prisioneiros iraquianos é tão degradante que a própria humanidade foi afetada. O Pentágono confirmou que foram formuladas acusações criminais contra seis soldados americanos em conexão com as fotos e seis oficiais de patente mais alta foram repreendidos. Mas há receio de que os maus-tratos sejam uma prática mais generalizada. |
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