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Exército dos EUA investiga mortes de prisioneiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades americanas revelaram ter realizado investigações sobre casos de morte de 25 prisioneiros sob custódia americana no Iraque e no Afeganistão. Um oficial do exército americano disse que os inquéritos, que também se referem a dez casos de suposta agressão de detentos, ocorreram a partir de dezembro de 2002. Segundo o correspondente da BBC no Pentágono Nick Childs, das 25 mortes, concluiu-se que 12 foram por causas naturais ou “indeterminadas”, uma foi um “homicídio justificado”, e duas foram assassinatos. Dez inquéritos ainda estão em andamento. Políticos americanos foram a público pedir a realização de audiências públicas sobre os maus-tratos de prisioneiros sob custódia americana, reivindicando o direito de interrogar o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld. Senadores argumentam que foram mantidos às escuras em relação às supostas torturas, que passaram a ser conhecidas publicamente com a publicação de fotos pela imprensa. Justiça O Pentágono confirmou que seis soldados foram indiciados criminalmente em relação com as fotos, e seis oficiais foram advertidos. Rumsfeld disse nesta terça-feira que todos os americanos que forem culpados de maltratar prisioneiros iraquianos serão punidos. A mesma promessa foi feita pela conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice, em uma entrevista à rede de TV árabe Al-Jazeera. “O presidente (George W. Bush) garante que aqueles que fizeram aquilo terão que responder pelos seus atos (...) e as pessoas vão ver que nós estamos determinados a chegar à verdade (dos fatos)”, disse Rice. No Iraque, o ministro dos Direitos Humanos, Abdul-Basat Al-Turki, que havia sido indicado pelos Estados Unidos, apresentou sua renúncia em protesto contra as alegações de abusos contra iraquianos. Por outro lado, o advogado de um dos soldados que supostamente teria participado de seções de tortura na prisão de Abu Ghraib, perto de Bagdá, disse que ele estava apenas “seguindo ordens”. Guy Womack, advogado do soldado Charles Graner Jr., disse que os maus tratos eram coordenados por membros de agências do governo, incluindo a CIA (Central de Inteligência Americana). Relatório Detalhes de um relatório interno do Pentágono sobre os maus tratos de prisioneiros em Abu Ghraib indica que lá ocorreram “numerosos incidentes sádicos e premeditados, e maus tratos criminais extremos”. O relatório, preparado pelo general Antonio Taguba, foi completado no dia 3 de março – mas, segundo o Pentágono, até o dia 4 de maio Rumsfeld não havia terminado de lê-lo. Taguba disse que os abusos foram “amplamente apoiados” por declarações de suspeitos, detentos e testemunhas. Entre os crimes e maus-tratos descritos pelo general estão:
O general Taguba teria identificado dois oficiais militares da área de inteligência, um coronel e um tenente-coronel, e dois civis como figuras-chave nos abusos. Há alegações de que eles teriam incentivado os oficiais a maltratar os prisioneiros para, assim, ter mais sucesso em interrogatórios. |
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