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Comandante dos EUA revela plano para Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comandante dos fuzileiros navais americanos que estão realizando um cerco à cidade de Falluja anunciou nesta quinta-feira um plano para a retirada das tropas dos Estados Unidos da cidade. O coronel Brennan Byrne anunciou que chegou a um acordo com um grupo de ex-oficiais iraquianos, que passariam a assumir o controle sobre a segurança da cidade – embora ainda sob comando americano. Um oficial iraquiano que negociou a proposta, Ala Meki, disse à BBC que a nova força – a ser chamada de Exército de Proteção de Falluja (EPF) – será aceita pela população da cidade. No entanto, nem a Autoridade Provisória de Governo do Iraque, em Bagdá, nem o Pentágono, em Washington, confirmaram a existência do plano. Influência ignorada “O plano é que toda Falluja fique sob controle do EPF”, disse Byrne, acrescentando que o Exército teria cerca de 1,1 mil soldados iraquianos. Entretanto, o correspondente da BBC em Bagdá Dominic Hughes disse que não se sabe quanta influência essa força teria sobre os rebeldes que estão combatendo soldados americanos em Falluja. Por sua vez, em Washington, o correspondente da BBC Justin Webb disse que a idéia de que os fuzileiros americanos saiam de uma cidade iraquiana, praticamente admitindo que não podem controlá-la, não agrada ao Pentágono. Representantes do órgão disseram que não há um acordo abrangente, mas sim que haverá um remanejamento de tropas, envolvendo uma unidade de fuzileiros em Falluja. No entanto, segundo Webb, a verdade é que o governo Bush precisa de algum tipo de acordo em Falluja, para evitar um desastre militar ou uma situação que piorasse a imagem das forças americanas. O Exército enfrentou críticas nesta quinta-feira nos Estados Unidos depois que um canal de TV divulgou fotos mostrando claramente prisioneiros iraquianos sendo mal-tratados pelos soldados americanos. Fugindo Nos últimos confrontos no Iraque, oito soldados americanos foram mortos e quatro outros feridos num ataque com carro-bomba perto de Mahmoudiya, ao sul da capital, Bagdá.
Dois outros soldados americanos também foram mortos em outros ataques - um em Bagdá e outro em Baquba, ao norte da capital. Mais de 120 soldados americanos foram mortos neste mês no Iraque. No final desta quinta-feira, aviões americanos continuavam bombardeando áreas onde se suspeita que exista atividade de insurgentes em Falluja. “Nós usamos um par de (caças) F-16s e F-18s da Marinha para lançar seis bombas de precisão sobre Falluja, destruindo dois prédios onde forças anticoalizão estavam se escondendo ou de onde essas forças estavam atirando nos fuzileiros”, disse o tenente Gary Arasin, um porta-voz da Força Aérea americana. Falluja, uma cidade a cerca de 50 km a oeste de Bagdá onde a maioria dos cerca de 300 mil habitantes são muçulmanos sunitas, tem sido um foco de resistência contra os americanos. Médicos na cidade disseram que 600 pessoas já foram mortas na cidade e milhares fugiram desde o cerco americano começou, no início deste mês. |
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