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Atualizado às: 27 de abril, 2004 - 20h56 GMT (17h56 Brasília)
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EUA lançam forte ataque contra rebeldes de Falluja
Iraquiano caminha pelos destroços de sua casa, em Falluja, atingida por um morteiro no combate de segunda-feira
Resultado de combate em Falluja na segunda-feira
O Exército dos Estados Unidos iniciou ataques aéreos e com tanques na cidade de Falluja, no Iraque, na noite desta terça-feira.

Um correspondente da agência de notícias Reuters, em Falluja, disse que o intenso combate parece ser um dos piores já realizados na área.

Uma testemunha contou que podia “sentir a terra tremendo sob seus pés” com as explosões.

Cenas filmadas pela BBC mostram grandes explosões em diferentes partes da cidade. Ainda não há relatos sobre vítimas fatais ou feridos.

A ação seria uma resposta a ataques feitos com morteiros contra posições americanas na cidade.

Panfletos

A cidade tem sido foco de intensos combates desde o começo do mês. Acredita-se que existam entre 2 mil e 3 mil rebeldes resistindo contra a tentativa americana de controlar Falluja.

A atual crise começou quando o Exército dos Estados Unidos tentou prender os responsáveis pelo assassinato de quatro civis americanos.

Nas últimas duas semanas, tentou-se estabelecer um cessar-fogo entre os rebeldes e os americanos. No entanto, os combates não cessaram completamente em nenhum momento.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, disse que as tropas americanas que estão entrando em confronto com insurgentes em Falluja ainda estão buscando uma saída política para evitar mais violência.

Soldado americano treina policial iraquiano em Falluja
Soldado americano treina policial iraquiano em Falluja

Na tarde desta terça-feira, um avião americano jogou panfletos sobre a cidade, pedindo para que os insurgentes iraquianos se rendessem.

“Renda-se ou você será rendido. Se você é um terrorista, fique alerta, porque seu último dia foi ontem”, dizia o panfleto, segundo a agência Associated Press.

Patrulhas conjuntas de soldados americanos e policiais iraquianos começariam a atuar nos arredores de Falluja nesta terça-feira, mas a ação foi adiada para quinta-feira.

Segundo oficiais americanos, o adiamento foi decidido porque fuzileiros navais dos Estados Unidos ainda estão escolhendo e treinando os policiais e as forças de defesa iraquianos que devem trabalhar com eles.

Najaf

Em outro incidente, na cidade sagrada muçulmana de Najaf, as tropas da coalizão mataram 64 iraquianos em combate.

De acordo com as autoridades americanas, uma arma de artilharia antiaérea também foi destruída no local.

O confronto começou na noite de segunda-feira, horas depois que as tropas americanas se mudaram para uma base em Najaf, antes ocupada pelas tropas espanholas que estão deixando o país.

A cidade é um centro de resistência xiita às forças de coalizão. Militantes leais ao clérigo radical Moqtada Al-Sadr, refugiado em Najaf, entraram várias vezes em conflito com as tropas americanas nas últimas semanas, depois que comandantes da coalizão ordenaram que Al-Sadr fosse capturado ou morto.

O administrador americano para o Iraque, Paul Bremer, emitiu um alerta para afirmar que armas e munições estavam sendo armazenadas em escolas e mesquitas em Najaf e que isso deveria acabar.

Espanhóis

O novo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodrigues Zapatero, disse ao Parlamento espanhol, em Madri, que as tropas do país irão se retirar do Iraque no dia 27 de maio.

Até lá, os soldados não participarão de combates e ficarão ocupados apenas com os preparativos para a partida.

Soldados espanhóis se preparam para voar para o Iraque, onde ajudarão tropas da Espanha a se retirar do país
Tropas espanholas saem do Iraque no dia 27 de maio

Zapatero afirmou que a retirada se tornou "inevitável" depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) deixou claro que não irá expandir sua atuação no Iraque.

O partido conservador espanhol, que aprovou o envio das tropas ao país, expressou forte oposição à saída dos soldados espanhóis.

Já o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que vai continuar com suas tropas no Iraque, mesmo com o seqüestro dos italianos no país.

Berlusconi se encontrou nesta terça-feira com o premiê britânico Tony Blair, que disse ter "tropas suficientes no Iraque" para lidar com a presente situação.

Há informações de que a Grã-Bretanha poderia enviar mais tropas para o país a fim de substituir os espanhós que estão se retirando.

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