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Apesar de acordo, EUA voltam a atacar Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Apesar de forças dos Estados Unidos terem anunciado nesta quinta-feira o fechamento de um acordo para pôr fim ao cerco à cidade de Falluja, as tropas do país voltaram a atacar os insurgentes na cidade. Nos últimos confrontos no Iraque, oito soldados americanos foram mortos e quatro outros feridos num ataque com carro-bomba perto de Mahmoudiya, ao sul da capital, Bagdá. Dois outros soldados americanos também foram mortos em outros ataques - um em Bagdá e outro em Baquba, ao norte da capital. Mais de 120 soldados americanos foram mortos neste mês no Iraque. Sem confirmação O coronel americano Brenan Byrne tinha dito a jornalistas que seus soldados se retirariam para permitir que uma tropa formada somente por iraquianos ocupasse a cidade. Byrne afirmou que a tropa formada por 1,1 mil iraquianos será liderada por um general dissidente do antigo Exército iraquiano. Ainda não houve confirmação do acordo por parte do quartel-general do Exército americano em Bagdá. Segundo a agência de notícias AFP, o Papa João Paulo 2º fez um apelo pela libertação de três italianos mantidos como reféns no Iraque "em nome de Deus". A mensagem foi lida por seu ministro do Exterior na Praça de São Pedro, no Vaticano. Parentes e amigos dos três italianos fizeram uma manifestação em Roma, pedindo a sua libertação. Centenas de pessoas de toda a Itália também participaram da manifestação. Os seqüestradores tinham dito que se o povo italiano protestasse contra a presença de seu país no Iraque, as vidas dos reféns seriam poupadas. Tanto o governo quanto a oposição rejeitaram o que ambos chamaram de chatagem terrorista. As famílias dos reféns enfatizaram que a manifestação é puramente humanitária. Bush e Annan Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, manifestaram visões divergentes sobre como as forças americanas em Falluja deveriam lidar com os rebeldes na cidade iraquiana. Bush disse que os militares americanos iriam tomar quaisquer medidas que achassem necessárias para restaurar a ordem em Falluja, onde cerca de 2 mil insurgentes estavam sofrendo um cerco de fuzileiros dos Estados Unidos há cerca de três semanas. “A maior parte de Falluja está voltando ao normal”, disse o presidente. “Há focos de resistência e nossos militares, juntamente com iraquianos, irão se certificar de que há segurança.” Por sua vez, Annan declarou que as ações americanas em Falluja poderiam fazer com que a situação piorasse muito no restante do Iraque. “(Uma) ação militar violenta por parte de uma força de ocupação contra os habitantes de um país ocupado apenas vai fazer as coisas piores”, afirmou o secretário-geral da ONU. “Agora é certamente o momento para aqueles que preferem (...) diálogo se fazerem ouvir.” |
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