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Atualizado às: 13 de abril, 2004 - 02h42 GMT (22h42 Brasília)
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Sharon diz que 'manterá colônias na Cisjordânia'

Crianças israelenses
Muitos colonos se opõem à retirada israelense da Faixa de Gaza
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, prometeu nesta segunda-feira manter o controle sobre seis assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Essa é a primeira vez que Sharon revelou que irá sugerir a continuidade de assentamentos na região em sua proposta para o Oriente Médio, que prevê a adoção de medidas unilaterais, sem consultar representantes palestinos.

Sharon disse, durante uma visita ao assentamento de Maale Adumim, que esse assentamento, os de Hebron, Kiryat Arba, Gush Etzion (todos no sul da Cisjordânia), os de Ariel e região (no norte da Cisjordânia) e Givat Zeev (no norte de Jerusalém) vão “ficar sob controle israelense”.

“(Esses são) lugares que (...) vão continuar a crescer com força e se desenvolver”, completou.

O primeiro-ministro israelense fez as declarações antes de embarcar em uma viagem para Washington, onde deve apresentar suas propostas ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Eternidade

Em Maale Adumim, o maior assentamento judaico na Cisjordânia, Sharon disse a cerca de 500 colonos que os seus lares “continuarão a ser construídos como parte de Israel, por toda eternidade”.

O primeiro-ministro disse que desistir de parte de Gaza e da Cisjordânia vai permitir a Israel “se desligar” dos palestinos, depois de três anos de Intifada (revolta palestina).

Dessa forma, Sharon espera aumentar a segurança em território israelense, ao mesmo tempo em que mantém os maiores assentamentos.

“Apenas a iniciativa política israelense vai garantir nosso forte controle sobre os grandes assentamentos e as zonas de segurança”, disse.

Ariel Sharon
Sharon acredita que seu “plano unilateral” vai trazer paz a Israel

Cerca de 240 mil colonos judeus vivem na Cisjordânia (400 mil se Jerusalém Oriental for considerada), enquanto outros 7,5 mil vivem em enclaves na Faixa de Gaza.

Palestinos

O plano para manter o controle sobre partes da Cisjordânia foi mal recebido por representantes da Autoridade Palestina.

O ministro palestino Saeb Erekat disse que os “assentamentos na Cisjordânia são tão ilegais quanto os de Gaza”.

Alguns palestinos temem que a proposta de Sharon seja apenas uma fachada, escondendo o objetivo futuro de anexar os assentamentos na Cisjordânia.

Em Washington, o primeiro-ministro israelense deve tentar obter o apoio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao plano.

Sharon tentará convencer Bush que Israel não deve ser forçado a ceder toda a Cisjordânia aos palestinos em negociações de paz.

Nesta segunda-feira, Bush disse que aceitaria a retirada israelense da Faixa de Gaza. Entretanto, analistas creditam que é improvável que o presidente aceite que Israel permaneça em partes da Cisjordânia.


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