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EUA vetam resolução condenando morte de Yassin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos vetaram nesta quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU uma proposta de resolução que condenava Israel pelo assassinato do xeque Ahmed Yassin, líder do grupo ativista islâmico Hamas. Na votação, apenas os Estados Unidos se opuseram ao documento. Onze países, entre eles o Brasil, deram apoio à resolução, e outros três – Grã-Bretanha, Alemanha e Romênia – se abstiveram. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Negroponte, disse que o esboço de resolução era parcial e disse que o país não a aceitaria se o documento não contivesse também uma condenação clara das ações do Hamas - responsabilizado por uma série de atentados contra alvos israelenses. Por sua vez, a Argélia – único representante dos países árabes no Conselho de Segurança – disse que, aparentemente, o conselho estava “destinado a fracassar” quando lidando com questões relacionadas ao Oriente Médio. Votos suficientes Yassin, líder do Hamas na Faixa de Gaza, foi morto em um ataque aéreo israelense na segunda-feira, provocando protestos e juras de vingança por parte de palestinos. O esboço condenava a “mais recente execução extrajudicial cometida por Israel” e também “todos os ataques contra quaisquer civis, assim como todos os atos de violência e destruição”.
Ao receber o apoio de onze membros do conselho de segurança, a resolução tinha dois votos a mais do que o necessário para ser aprovada. Mas os Estados Unidos são um dos cinco países com direito de veto, e o exerceu nesse caso. Mensagens “A ação de Israel aumentou a tensão em Gaza e na região (...) mas os eventos precisam ser considerados em seu contexto”, disse John Negroponte. Ele salientou que a resolução não trazia referências “às atrocidades terroristas cometidas pelo Hamas”. O embaixador da Argélia na ONU, Abdallah Baali, disse que com a rejeição do documento o Conselho de Segurança “não está enviando a mensagem certa ao mundo, que de forma unânime condenou o crime”. “Mas está certamente enviando a mensagem errada a Israel”, completou. |
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