|
Casa Branca anuncia encontro de Bush com premiê de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Casa Branca anunciou que o presidente George W. Bush se encontrará com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, no dia 14 de abril. O encontro de dois dias acontecerá após a reunião de Bush com o líder egípcio Hosni Mubarak em sua fazenda no Texas. O anúncio ocorre em meio aos planos de Israel em retirar seus assentamentos da Faixa de Gaza e parte da Cisjordânia. Com as eleições presidenciais marcadas para novembro, Bush teria interesse em ver algum progresso no Oriente Médio. Terrorismo "O presidente aguarda ansiosamente a oportunidade de rever assuntos bilaterais e a situação na região com o primeiro-ministro Sharon", disse o porta-voz da Casa Branca, Scot McClellan. Ele adicionou que a reunião entre os dois líderes incluiriam "a guerra contra o terrorismo e a busca pela paz entre israelenses e palestinos". Sharon espera que os Estados Unidos ofereçam algumas concessões em troca da retirada de assentamentos judaicos dos territórios palestinos. Ele quer uma declaração pública de que dois dos maiores assentamentos na Cisjordânica permanecerão, permanentemente, sob controle de Israel. A imprensa israelense sugeriu que Bush não estaria disposto a atender tal demanda. No dia 21 de abril, será a vez de Bush se encontrar com o rei Abdullah, da Jordânia. Analistas acreditam que o assassinato do líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, por Israel deve ser o principal assunto na pauta do encontro com Abdullah e Mubarak. Revolta Na segunda-feira, milhares de palestinos tomaram as ruas da Cidade de Gaza para manifestar sua revolta contra o assassinato de Yassin e pedir vingança pela morte do líder espiritual do grupo militante palestino Hamas. Yassin foi morto em um ataque de míssil israelense na Cidade de Gaza. O grupo militante Hamas emitiu declaração depois da morte de Yassin dizendo que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, "abriu os portões do inferno". O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou o que ele chamou de um ato covarde, afirmando que "a morte do líder do Hamas abriu o caminho para o caos". Na primeira reação fora do Oriente Médio, o departamento de Estado americano afirmou que os dois lados agora precisariam ter calma. Mas a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, braço militar do movimento Fatah, de Yasser Arafat, disse que o grupo iria liderar uma guerra contra Israel. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||