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ONU condena Israel pelo assassinato do líder do Hamas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou resolução nesta quarta-feira condenando Israel pelo assassinato do líder do Hamas, Ahmed Yassin, na Faixa de Gaza, em um ataque realizado por helicópteros na segunda-feira. A resolução foi adotada com o voto de 31 países, a partir da proposta apresentada pelo Paquistão e outros países muçulmanos. A Austrália e os Estados Unidos votaram contra, e 18 países, a maioria europeus, abstiveram-se. Os países em desenvolvimento são maioria na comissão e votaram a favor. Entre eles estão Brasil, China, Rússia, Índia, Argentina e Chile. O embaixador israelense, Yaakov Levy, criticou a decisão afirmando que Israel é sempre apontado como o único violador de direitos humanos na reunião anual da comissão. Desvio Para ele, outros países querem desviar a atenção de suas próprias violações de diretores humanos e "batem em Israel". A comissão também condenou a polítical israelense de assassinatos seletivos de palestinos. Israel matou mais de 140 suspeitos militantes desta forma, mas os ataques também foram responsáveis por mortes de pessoas que estavam próximas ou de familiares dos militantes. "O governo israelense se sente no direito de julgar e executar pessoas inocentes", disse o delegado palestino Nabil Ramlawi. O assassinato de Yassin provocou protestos no Oriente Médio e foi criticado por vários governos ocidentais. Israel não sofrerá qualquer tipo de punição depois do voto. A censura da comissão apenas chama a atenção para violações de direitos humanos em um determinado país. Alvos americanos O novo líder do Hamas disse nesta quarta-feira que o grupo militante não tem planos de atacar alvos norte-americanos, descartando ameaças anteriores feitas pelo braço armado da organização após o assassinato de Yassin. Abdel-Aziz Rantissi, considerado um linha-dura e que na terça-feira foi apontado como o novo líder do Hamas em Gaza, também reiterou que as atividades do grupo são direcionadas somente a Israel. O Hamas tem como objetivo "destruir o Estado israelense". "Estamos dentro do solo palestino, protegendo o solo palestino. Estamos resistindo à ocupação, nada mais", disse o novo líder a repórteres em Gaza. O Hamas divulgou que seu principal alvo passou a ser o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. "Nossa resistência vai continuar dentro das nossas fronteiras, dentro do nosso país", completou. Ele também classificou como "propaganda sionista" as especulações de que agora o Hamas iria se juntar à Al-Qaeda. Na segunda-feira, o braço armado do Hamas havia divulgado um comunicado afirmando que o apoio dos Estados Unidos a Israel tornou o assassinato de Yassin possível. A reação do presidente americano, George W. Bush, foi dizer que levaria a ameaça a sério. Na terça-feira, o Departamento de Estado voltou a reiterar o antigo alerta de que americanos não devem viajar para a Faixa de Gaza. |
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