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Israel promete matar outros líderes do Hamas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel disse ter planos de matar outros dirigentes do grupo palestino Hamas, um dia após ter matado o seu principal líder espiritual, o xeque Ahmed Yassin. O ministro da Segurança Interna israelense, Tzahi Hanegbi, afirmou que todos os integrantes da liderança do Hamas são agora alvos legítimos. "Todos eles estão em vista", disse. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, prometeu continuar a campanha militar para eliminar a cúpula do Hamas. "Se continuarmos de forma determinada com nossos disparos contra o Hamas e outros grupos terroristas, incluindo ações contra seus líderes, traremos mais segurança aos cidadãos de Israel", afirmou Mofaz. O grupo extremista islâmico promete vingança – Israel colocou sua forças em alerta temendo atentados suicidas. Tanques Na noite de segunda-feira, tanques israelenses invadiram o norte da Faixa de Gaza, depois que militantes palestinos dispararam foguetes contra Israel. De acordo com a agência de notícias Reuters, os tanques avançaram por uma área de aproximadamente 300 metros além da fronteira com o território palestino, seguindo rumo à cidade de Beit Hanoun. Testemunhas disseram à mesma agência que alguns tanques estavam perto da cidade, mas longe de áreas residenciais palestinas. Sharon Fontes militares isralenses ouvidas pela agência Associated Press disseram que o propósito da incursão é evitar que palestinos continuem disparando os foguetes que, aparentemente, não deixaram feridos. A incursão ocorre poucas horas depois de milhares de palestinos terem ido às ruas em Gaza para protestar contra a morte do xeque. Os Estados Unidos afirmaram estar "profundamente perturbados" pela morte de Yassin. Um porta-voz da Casa Branca pediu calma tanto a israelenses quanto a palestinos, mas não condenou o ataque. Enquanto as manifestações ocorriam, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, foi à TV para parabenizar as forças de segurança do país pelo sucesso na operação para matar Yassin. Ele disse que o Estado de Israel havia atacado o primeiro e mais importante líder do que ele chamou de “assassinos terroristas palestinos”. Depois da mensagem de Sharon, o ministro do Exterior israelense, Silvan Shalom - que está visitando Washington - chamou Yassin de “padrinho do terrorismo” e o acusou de ser “pessoalmente responsável pelas mortes de muitos israelenses”. Por outro lado, o líder palestino Yasser Arafat condenou a morte de Yassin, enquanto representantes do Hamas disseram que Sharon abriu os “portões do inferno” ao realizar o ataque. |
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