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Atualizado às: 22 de março, 2004 - 06h35 GMT (03h35 Brasília)
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Ataque israelense mata líder espiritual do Hamas
Xeque Ahmed Yassin
O líder espiritual do grupo militante palestino Hamas, xeque Ahmed Yassin, foi morto em um ataque de míssil israelense na Cidade de Gaza.

Moradores da região e fontes palestinas afirmam que Yassin foi atingido por um míssil disparado por um helicópteros israelense quando saía de uma mesquita depois das preces. Alto-falantes no local anunciaram sua morte.

Segundo o governo de Israel, Yassin foi assassinado por ser responsável direto por dezenas de ataques terroristas, que provocaram a morte de civis e autoridades israelenses, bem como de estrangeiros no Oriente Médio.

Há notícia de que partes da cadeira de rodas de Yassin, encharcadas de sangue, foram vistas do lado de fora da mesquita.

'Portões do inferno'

O grupo militante Hamas emitiu declaração depois da morte de Yassin dizendo que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, abriu os portões do inferno.

O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou o que ele chamou de um ato covarde, afirmando que "a morte do líder do Hamas abriu o caminho para o caos". Na primeira reação fora do Oriente Médio, o departamento de Estado americano afirmou que os dois lados agora precisam ter calma.

Mas a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, braço militar do movimento Fatah, de Yasser Arafat, disse que o grupo irá liderar uma guerra contra Israel. Sua resposta, disseram, "virá dentro de algumas horas".

Foi ouvido tiroteio esparso na área desde que os ataques aéreos começaram.

Israel vem realizando várias operações contra militantes palestinos em Gaza desde a ocorrência de dois atentados a bomba suicidas no porto israelense sde Ashdod, no início de março.

O vice-ministro da Defesa israelense, Zeev Boim, afirmou que o xeque "merecia morrer por causa de todos os atos terroristas que ele incentivou o Hamas a fazer".

Mas há relatos de que alguns ministros de Israel votaram contra o assassinato do xeque.

O ministro do Interior, Avraham Poraz, disse à rádio estatal de Israel que teme que seu país esteja iniciando um "ciclo de violência em que muitos inocentes pagarão com suas vidas".

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