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Atualizado às: 30 de janeiro, 2004 - 19h15 GMT (17h15 Brasília)
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Hamas ameaça seqüestrar soldados de Israel
xeque Ahmed Yassin
O xeque Yassin disse que Israel só entende 'a linguagem da força'

O líder espiritual do grupo militante palestino Hamas, xeque Ahmed Yassin, disse que seu seguidores vão tentar seqüestrar soldados israelenses para trocar por combatentes presos.

Yassin disse que os seqüestros estavam sendo planejados, mas são de difícil execução porque os soldados de Israel são cautelosos.

A declaração foi feita um dia depois que Israel libertou cerca de 400 palestinos em troca dos corpos de três soldados e um empresário que era mantido em cativeiro pela guerrilha libanesa do Hezbollah.

O último estágio da histórica troca de prisioneiros foi encerrado com a chegada ao Líbano dos corpos de combatentes mortos do Hezbollah.

Israel entregou caixões com 59 cadáveres – a maioria guerrilheiros libaneses – um dia antes, além de 35 combatentes árabes que estavam detidos.

Linguagem da força

O xeque Yassin, libertado depois de condenado a prisão perpétua em 1997 como parte de uma troca anterior de prisioneiros, disse que Israel só entende "a linguagem da força".

"As facções (palestinas) não vão poupar esforços para seqüestrar soldados israelenses", disse Yassin a repórteres diante de uma mesquita, depois das preces muçulmanas da sexta-feira.

O líder espiritual do Hamas disse ainda que seu grupo realizou o atentado a bomba suicida em Jerusalém na quinta-feira, que matou dez pessoas além do autor do ataque. O grupo Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa também reivindicou a autoria do atentado.

Na capital libanesa, Beirute, o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrullah, também apoiou a proposta de seqüestrar israelenses e utilizá-los para trocas.

Indagações

Analisas afirmam que alguns políticos israelenses se opuseram à troca de prisioneiros porque acreditam que ela poderia fortalecer os grupos militantes e encorajar futuros seqüestros.

A troca de quinta-feira, mediada pela Alemanha, depois de anos de conversações, não respondeu a todas as indagações de Israel.

O governo israelense ainda quer saber o que aconteceu com Ron Arad, piloto que desapareceu quando seu avião foi derrubado no Líbano em 1986.

Se o Hezbollah der informações sobre o piloto, o governo de Israel afirma que pode libertar Samir Al-Qantar, condenado por matar civis israelenses.

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