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Hamas deve responder por seus atos, dizem EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, disse que os envolvidos em conflitos no Oriente Médio precisam lembrar que suas ações têm conseqüências. Ele apelou para uma moderação de ambos os lados, mas não condenou o ataque desta segunda-feira ao líder espiritual do grupo militante palestino Hamas, o xeque Ahmed Yassin. Na primeira reação fora do Oriente Médio após o ataque, o departamento de Estado americano já havia afirmado que os dois lados agora precisam ter calma. O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou o que ele chamou de um ato covarde, afirmando que "a morte do líder do Hamas abriu o caminho para o caos". Acordo ameaçado O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, condenou o ataque, dizendo que foi contra a lei internacional e que ataques como esse não ajudarão a chegar a um acordo de paz na região. Mas a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, braço militar do movimento Fatah, de Yasser Arafat, disse que o grupo irá liderar uma guerra contra Israel. Sua resposta, disseram, "virá dentro de algumas horas". Israel vem realizando várias operações contra militantes palestinos em Gaza desde a ocorrência de dois atentados suicidas a bomba no porto israelense de Ashdod, no início de março. O vice-ministro da Defesa israelense, Zeev Boim, afirmou que o xeque "merecia morrer por causa de todos os atos terroristas que ele incentivou o Hamas a fazer". Mas há relatos de que alguns ministros de Israel votaram contra o assassinato do xeque. O ministro do Interior, Avraham Poraz, disse à rádio estatal de Israel que teme que seu país esteja iniciando um "ciclo de violência em que muitos inocentes pagarão com suas vidas". No Egito, o presidente Mubarak descreveu o ataque como "um ato de brutalidade". Ele cancelou uma visita que parlamentares egípcios fariam a Israel para participar da celebração da assinatura dos acordos de paz da Camp David, há 25 anos. O líder palestino Yasser Arafat declarou três dias de luto. |
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