|
'Retirada israelense não substitui plano de paz', diz Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, afirmou que a retirada de assentamentos israelenses de territórios palestinos "não substitui" o plano de paz americano para o Oriente Médio. Em entrevista coletiva ao final de um encontro com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, Bush disse que o plano do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, apenas "complementa" o conjunto de propostas apoiadas pelos Estados Unidos para resolver o conflito entre palestinos e israelenses. No entanto, Bush definiu a iniciativa israelense como "positiva" enquanto que Mubarak disse que ela seria "altamente apreciada". Os dois presidentes se reuniram no rancho de Bush, em Crawford, no Texas, e teriam discutido, além das propostas de Sharon, a escalada da violência no Iraque. Aliado tradicional O correspondente da BBC Jon Leyne, que acompanhou o encontro em Crawford, diz que o líder egípcio teme que uma retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia, como propõe Sharon, possa desestabilizar ainda mais a situação no Oriente Médio. Mubarak quer que Israel adote as medidas em coordenação com as autoridades palestinas. Segundo Leyne, tradicional aliado dos Estados Unidos no mundo árabe, o governo egípcio está se sentindo ameaçado pelo caos no Iraque e pelas pressões americanas pela democratização da região. O Egito é o segundo maior receptor de ajuda americana depois de Israel. O governo egípcio se mostrou disposto a policiar a sua fronteira com Gaza, mas, apesar dos elogios de Mubarak à retirada israelense, deixou claro que não quer assumir a responsabilidade pela segurança dentro de Gaza. Nesta quarta-feira, será a vez de Sharon de se encontrar com Bush, em Washington. O primeiro-ministro israelense também deverá vir à Grã-Bretanha na sexta-feira para se reunir com o primeiro-ministro Tony Blair. Sharon deverá tentar obter o apoio de Bush para as suas medidas unilaterais, sem envolvimento dos palestinos. Há 7,5 mil colonos judeus morando em assentamentos dentro da Faixa de Gaza. O presidente americano disse ainda que a situação melhorou no Iraque, enquanto que Mubarak disse ter transmitido a Bush as suas "sérias preocupações" com a situação no país. Mas Bush reconheceu que a semana passada foi "dura" para a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos. "Você não pode deixar, sabe, uma pequena porcentagem do povo iraquiano decidir o destino de todos e tomar a lei nas suas próprias mãos", disse o presidente. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||