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FBI e governo dos EUA são criticados por 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O FBI fracassou em reorganizar-se e responder à crescente ameaça de terrorismo e o Secretário de Justiça John Ashcroft recusou um pedido da polícia federal americana para mais verbas, na véspera dos ataques de 11 de setembro de 2001. O relatório preliminar da comissão que investiga os ataques aos Estados Unidos, e que hoje começou a ouvir antigos e atuais dirigentes do órgão, critica duramente as duas instituições. "Em 11 de setembro, o FBI estava limitado em várias áreas", afirma o relatório. O documento cita ainda a "limitada apuração de inteligência, capacidade de análise estratégica, capacidade de compartilhar informação interna e externamente, falta de treinamento, falta de recursos e um regime legal complexo". No dia dos ataques, concluiu a comissão, "cerca de 1,3 mil agentes, ou 6% do pessoal do FBI, trabalhava com antiterrorismo", afirma o relatório. Críticas Os ataques em Nova York, Washington e Pensilvânia, mataram quase 3 mil pessoas e destruíram as torres do World Trade Center, em Manhattan. A divulgação do documento coincidiu com o início de depoimentos de vários dirigentes do Departamento de Justiça e do FBI. O ex-diretor do FBI, Louis J. Freeh, foi o primeiro a prestar o depoimento público. Ele reconheceu que as operações de contraterrorismo do FBI sofriam com falta de recursos e com falta de pessoal. O relatório preliminar cita a ex-Secretária de Justiça, Janet Reno - a segunda a prestar depoimento nesta terça-feira -, afirmando que o FBI parecia nunca ter recursos suficientes.
"O diretor Freeh parecia nunca querer transferir recursos de outras áreas, como crimes violentos, para o antiterrorismo", disse ela. Freeh se defendeu dizendo que redistribuía recursos para fins emergenciais, mas que os limites do Congresso impediam que a redistribuição fosse permanente. Para Reno, no depoimento, o FBI não sabia o que tinha: "A mão direita não sabia o que a esquerda fazia". O presidente George W. Bush deve dar uma entrevista coletiva nesta terça-feria e anunciar grandes reformas nas operações de inteligência. |
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