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Comissão do 11/9 quer liberação de documentos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão que investiga os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos está pressionando o governo a liberar uma série de documentos produzidos durante a Presidência de Bill Clinton (1993-2001). O governo atual reconheceu que não divulgou alguns desses documentos, que teriam informações sobre atividades contra terroristas, porque eles seriam ou irrelevantes, ou cópias de outros documentos, ou conteriam informações consideradas "altamente sensíveis". “Nós estamos dando à comissão acesso a todas as informações que ela precisa para realizar seu trabalho”, disse o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan. De acordo com correspondente da BBC em Washington Jannat Jalil, ex-funcionários do governo Clinton reclamam que 75% dos cerca de 11 mil documentos produzidos durante essa administração e mantidos em arquivo não teriam sido liberados. Rice Uma reportagem do jornal The New York Times diz que a comissão de inquérito estaria esperando mais esclarecimentos da Casa Branca sobre porque os documentos não foram liberados. “Precisamos estar satisfeitos com relação ao fato de que nós temos tudo que pedimos para ver”, disse Al Felzenberg, um porta-voz da comissão bipartidária que analista a postura do governo americano antes e depois do 11 de Setembro. O ex-conselheiro do presidente Bill Clinton na Casa Branca, Bruce Lindsey, disse ao jornal que estava preocupado com o fato de que o governo Bush tivesse adotado uma “abordagem muito legalista dos documentos”, impedindo a divulgação de material que seria útil à comissão. “Eu manifestei minha preocupação de que a comissão estava fazendo um julgamento com base em informações de arquivo incompletas”, disse. Janat Jalil disse que, várias vezes, a comissão já discordou de medidas adotadas pela Casa Branca no tocante à investigação, mas em cada uma delas a Casa Branca acabou voltando atrás e se curvando aos pedidos dos investigadores. Um exemplo foi a mudança em relação ao depoimento da conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice. No início, ela iria falar à comissão a portas fechadas, mas nesta semana o governo a autorizou a testemunhar publicamente, o que deve acontecer na próxima quinta-feira. Para a correspondente da BBC, em um ano de eleições presidenciais, e com pesquisas indicando que o eleitorado americano não aprova polêmicas do tipo, o governo está se vendo obrigado a ceder. |
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