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Atualizado às: 23 de março, 2004 - 01h40 GMT (22h40 Brasília)
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Casa Branca acusa ex-assessor de oportunismo
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush
Assessores de Bush defenderam as medidas adotadas pelo presidente
A Casa Branca acusou um ex-assessor do presidente George W. Bush de oportunismo político por ter acusado Bush de realizar um “trabalho horrível” no combate ao terrorismo.

Richard Clarke, o ex-assessor antiterrorismo do governo americano, revelou em um livro recém-publicado nos Estados Unidos que o presidente ignorou alertas de que a rede extremista Al-Qaeda estava planejando ataques em território americano, antes que ocorressem os atentados de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York.

Em uma coletiva na capital americana, o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, questionou o motivo que levou Clarke a fazer as acusações em um momento em que se inicia a campanha das eleições presidenciais no país.

“Claramente, isso tem mais a ver com política e promoção de um livro do que com as medidas adotadas (pelo presidente Bush para combater o terrorismo)”, disse McLellan.

Eficiência questionada

O vice-presidente, Dick Cheney, também se irritou com as acusações e disse que Clarke claramente deixou passar muitos fatos enquanto esteve na Casa Branca.

Cheney também questionou a eficiência de Clarke enquanto ele estava encarregado de esforços antiterrorismo, mencionando os ataques a duas embaixadas americanas na África, em 1998.

O jornal The Washington Post havia publicado antes um artigo assinado pela Conselheira Nacional de Segurança, Condoleezza Rice, em que ela se disse “chocada” com as acusações.

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O livro de Clarke, "Against All Enemies", chegou às livrarias americanas nesta segunda-feira

Segundo Rice, Bush agiu sem demora depois do 11 de Setembro, e a campanha contra a Al-Qaeda foi a primeira política estratégica adotada pelo atual governo na área de política externa.

Por outro lado, em uma entrevista exclusiva à BBC nesta segunda-feira, Richard Clarke reiterou que acha que o presidente “ignorou o terrorismo até antes do 11 de Setembro e, depois do 11 de Setembro, ele fez algumas coisas que eram óbvias - não fez algumas delas bem, demorou muito para ir atrás de (Osama) Bin Laden no Afeganistão, o deixou escapar”.

“Eu acho que o presidente não foi questionado sobre esses fatos por causa de sua própria propaganda de que ele é um grande antiterrorista.”

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, Clarke é respeitado por ter sido o assessor antiterrorismo de todos os presidentes americanos desde Ronald Reagan.

Webb disse que as alegações dele contra Bush são um grande vexame para o atual governo.

No domingo, em uma entrevista transmitida pela rede de TV americana CBS, Clarke disse que, depois do 11 de Setembro, o presidente parecia “obcecado” com a idéia de que o líder iraquiano Saddam Hussein estava por trás dos ataques.

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