|
Bush pede união de aliados contra 'terroristas' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, pediu que os países aliados dos Estados Unidos permaneçam unidos e empenhados na luta contra grupos terroristas internacionais. Essa foi a primeira vez desde os atentados de semana passada em Madri que o presidente Bush fez comentários mais detalhados sobre o ocorrido. "Eles não mataram apenas na Espanha. Mataram nos Estados Unidos. Mataram na Turquia e mataram na Arábia Saudita. Eles vão matar onde puderem. E é essencial que o mundo livre permaneça forte, resoluto e determinado", disse. "Nós entendemos o que está em jogo. E vamos trabalhar com nossos amigos para levar os terroristas à Justiça." Chirac e Schröder Bush não fez referência direta ao resultado das recentes eleições na Espanha - em que o candidato socialista, que levantou a possibilidade de o país tirar suas tropas do Iraque, saiu vitorioso. No entanto, segundo analistas, a vitória de José Luis Rodríguez Zapatero representou um golpe para o governo americano, que tem no Partido Popular do atual premiê José María Aznar um aliado. A Holanda e a Dinamarca, países que também enviaram tropas para o Iraque juntamente com os Estados Unidos, reafirmaram nesta terça-feira que vão manter seus soldados no Iraque.
Em Paris, o presidente francês, Jacques Chirac, e o primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schröder - dois líderes que se opuseram à ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque -, realizaram uma reunião para discutir medidas para evitar, na Europa, novos atentados como os ocorridos em Madri. Chirac e Schröder pediram que exista uma maior cooperação entre serviços de inteligência dos diferentes países para poder detectar as ameaças e evitá-las. Plano europeu Em toda a Europa, a segurança foi reforçada para impedir novos atentados como o de Madri, em que 201 pessoas morreram. No encontro com Chirac, Schröder disse que as explosões na capital espanhola mostraram que "toda a Europa é um teatro para atos terroristas". Os dois líderes também pediram a criação de um plano europeu contra o terrorismo. "Frente à ameaça, respeitando as liberdades e o estado de direito, a Europa vai proteger seus cidadãos", disse Chirac. Também nesta terça-feira, foi revelado que o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, recebeu uma carta de um grupo ativista islâmico até agora desconhecido, em que a organização ameaça realizar atentados na França e contra alvos franceses fora do país. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||