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Atualizado às: 16 de março, 2004 - 23h25 GMT (20h25 Brasília)
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Bush pede união de aliados contra 'terroristas'
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush
Bush não mencionou de forma direta resultado das eleições na Espanha
O presidente americano, George W. Bush, pediu que os países aliados dos Estados Unidos permaneçam unidos e empenhados na luta contra grupos terroristas internacionais.

Essa foi a primeira vez desde os atentados de semana passada em Madri que o presidente Bush fez comentários mais detalhados sobre o ocorrido.

"Eles não mataram apenas na Espanha. Mataram nos Estados Unidos. Mataram na Turquia e mataram na Arábia Saudita. Eles vão matar onde puderem. E é essencial que o mundo livre permaneça forte, resoluto e determinado", disse.

"Nós entendemos o que está em jogo. E vamos trabalhar com nossos amigos para levar os terroristas à Justiça."

Chirac e Schröder

Bush não fez referência direta ao resultado das recentes eleições na Espanha - em que o candidato socialista, que levantou a possibilidade de o país tirar suas tropas do Iraque, saiu vitorioso.

No entanto, segundo analistas, a vitória de José Luis Rodríguez Zapatero representou um golpe para o governo americano, que tem no Partido Popular do atual premiê José María Aznar um aliado.

A Holanda e a Dinamarca, países que também enviaram tropas para o Iraque juntamente com os Estados Unidos, reafirmaram nesta terça-feira que vão manter seus soldados no Iraque.

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Schröder e Chirac pediram criação de plano europeu contra o terrorismo

Em Paris, o presidente francês, Jacques Chirac, e o primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schröder - dois líderes que se opuseram à ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque -, realizaram uma reunião para discutir medidas para evitar, na Europa, novos atentados como os ocorridos em Madri.

Chirac e Schröder pediram que exista uma maior cooperação entre serviços de inteligência dos diferentes países para poder detectar as ameaças e evitá-las.

Plano europeu

Em toda a Europa, a segurança foi reforçada para impedir novos atentados como o de Madri, em que 201 pessoas morreram.

No encontro com Chirac, Schröder disse que as explosões na capital espanhola mostraram que "toda a Europa é um teatro para atos terroristas".

Os dois líderes também pediram a criação de um plano europeu contra o terrorismo.

"Frente à ameaça, respeitando as liberdades e o estado de direito, a Europa vai proteger seus cidadãos", disse Chirac.

Também nesta terça-feira, foi revelado que o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, recebeu uma carta de um grupo ativista islâmico até agora desconhecido, em que a organização ameaça realizar atentados na França e contra alvos franceses fora do país.


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