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Análise: Europa reavalia guerra ao terrorismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os jornais na Espanha e em outros países europeus estão descrevendo os ataques devastadores em Madri como o "11 de Setembro" da Europa ou como "11-M" (11 de março). A guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo tem sido vista de forma diferente neste lado do Atlântico. As coisas mudarão agora? Os ataques suicidas em Nova York e em Washington foram um grande choque para os americanos. Antes de 2001, o sentido de invulnerabilidade no país estava virtualmente intacto. Em contraste, os europeus têm vivido sob a ameaça do terrorismo por muitos anos – extremistas de esquerda na Alemanha, nos anos 70; militantes neo-fascistas na Itália; IRA na Irlanda do Norte e Grã-Bretanha. Os governos europeus tomaram medidas extras de segurança em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 e a população se acostumou a isso. Choque As explosões em Madri não estão na mesma escala do 11 de Setembro, mas elas foram marcadas pela mesma brutalidade e tinham como objetivo causar o maior dano possível. Sem dúvida, esse foi um choque para a Europa. A opinião pública deve, portanto, ficar mais aberta para aceitar medidas de segurança draconianas e restrições à liberdade civil, embora isso não possa ser tido como certo. Muitos governos europeus estão agora reavaliando suas estratégias. Por exemplo, uma grande operação está sendo feita, em nível internacional, para proteger os Jogos Olímpicos em Atenas, em agosto. Agora, o governo da Grécia diz que o plano será reforçado. O país pediu a ajuda da Otan para a vigilância aérea. O governo francês convocou tropas militares para ajudar a polícia na segurança do transporte público. Os italianos pediram aos policiais e às autoridades locais que tomem mais precauções. Alvo A reação da população às explosões de Madri seria mais significativa caso se confirmasse que os ataques foram cometidos por militantes islâmicos. “Isso seria uma situação nova”, disse o ministro do Interior da Alemanha, Otto Schily. Ficariam mais vulneráveis ao criticismo os governos da Grã-Bretanha, Espanha e Itália, que apoiaram os Estados Unidos na invasão do Iraque. Em um discurso feito na semana passada, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, destacou a continuidade das ameaças de terrorismo global, descrevendo isso como “um novo tipo de guerra”. Mas o governo espanhol teria que lidar com a acusação de que sua atual política tornou o país em um alvo da Al-Qaeda. |
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