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Governo Bush negou verbas contra terror na véspera de 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na véspera dos ataques de 11 de setembro de 2001 o Secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, recusou uma petição da polícia federal americana (FBI) requisitando mais verbas para a luta contra o terrorismo. A informação foi divulgada nesta terça-feira e faz parte de um informe da Comissão Nacional que investiga os ataques, divulgado justamente no início da audiência pública que está ouvindo os depoimentos de ex-diretores do FBI. No início de seu depoimento, o ex-diretor do FBI, Louis Freeh, disse que entre 1999 e 2001 menos de 2% dos recursos usados na luta contra o terrorismo foram alocados pelo Congresso. O informe da Comissão mostra que no dia 10 de setembro de 2001, o Secretário Ashcroft recusou o pedido do então diretor-interino do FBI, Thomas Pickard para "mais recursos na luta contra o terrorismo" no ano fiscal de 2002. Decisão A decisão ocorreu quatro meses depois de Ashcroft ter dito em uma audiência pública sobre terrorismo no Senado americano que o Departamento de Justiça "não tinha prioridade maior" do que a proteção dos americanos dentro e fora do país. O rechaço ao pedido de Pickard também aconteceu meses após o início da crescente preocupação em diferentes áreas do governo de que a rede Al-Qaeda de Osama Bin Laden estaria preparando um grande ataque contra os Estados Unidos. O comunicado divulgado pela comissão também cita o ex-chefe de antiterrorismo no FBI, Dale Watson, que disse que "quase caiu da cadeira de surpresa" quando leu um memorando de Ashcroft, datado de 10 de maio de 2001, no qual o terrorismo foi colocado como uma das "sete prioridades" do trabalho dos agentes. |
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