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Secretário da Justiça dos EUA vai depor sobre o 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Sem tantos holofotes quanto os que cercaram o depoimento da conselheira de Segurança Nacional do presidente Bush, Condoleezza Rice, a Comissão Independente que investiga os atentados de 11 de setembro de 2001 se reúne nesta terça-feira e na quarta-feira, em Washington, para mais audiências públicas. Os principais depoimentos desta terça-feira são os do secretário da Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, da antecessora dele, Janet Reno, e dos dois últimos diretores do FBI, Thomas Pickard e Louis Freeh. Na quarta-feira, os destaques são o diretor-geral da CIA, George Tenet, e o atual diretor do FBI, Robert Mueller. A comissão vai apresentar relatórios e questionar os depoentes sobre possíveis falhas nos serviços de informação, para tentar descobrir se algo poderia ter sido feito para impedir os ataques e também para discutir meios de evitar que os erros se repitam no futuro. E, em meio aos questionamentos levantados pela divulgação de um memorando secreto sobre a Al-Qaeda e o recrudescimento da violência no Iraque, o presidente George W. Bush anunciou que vai realizar, nesta terça-feira, uma entrevista coletiva em Washington. Entrevista rara Convocar entrevistas coletivas formais é pouco habitual no governo Bush. A última aconteceu no dia 15 de dezembro do ano passado quando o presidente tratou de um assunto bem mais favorável a ele: a prisão, no dia anterior, do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. A entrevista deve acontecer em horário nobre, às 20h30 (hora local, 22h30 em Brasília), e ser transmitida ao vivo pelas principais redes de TV dos Estados Unidos. "Amanhã (terça-feira) vou responder a mais perguntas de vocês sobre isso tudo", disse o presidente Bush a repórteres ao fim de um encontro com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, a respeito do memorando secreto que o presidente recebeu no dia 6 de agosto de 2001, trazendo informações sobre a ameaça representada por Osama Bin Laden. O presidente já disse, depois de diversos de seus altos funcionários terem feito afirmações semelhantes, que o memorando tinha informações gerais sobre riscos e ameaças, mas nenhum tipo de informação específica que permitisse uma atuação mais direcionada do governo. Informações Em seu depoimento à comissão do 11 de Setembro, na quinta-feira passada, a conselheira Condoleezza Rice disse que problemas na estrutura dos serviços de informação dos Estados Unidos foram a principal razão para a Al-Qaeda ter pego o país desprevenido. O tema vai ser debatido em mais profundidade hoje pela comissão. Com mais dados aparecendo todos os dias, analistas nos Estados Unidos apontam diversos pedaços de informação que, se colocados juntos antes dos atentados, poderiam ter ajudado a impedi-los. O principal problema seria a falta de comunicação e coordenação entre os serviços que coletam informações em outros países (coordenados pela CIA) e o FBI, que exerce esta função dentro dos Estados Unidos. |
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