|
Kirchner pede perdão por crimes da ditadura | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, pediu nesta quarta-feira perdão em nome do Estado pelo silêncio em relação às “atrocidades” cometidas durante a ditadura militar na Argentina. A declaração de Kirchner marcou o aniversário de 28 anos do golpe militar no país, durante o qual milhares de pessoas foram assassinadas, seqüestradas ou desapareceram. A Escola de Mecânica da Marinha (ESMA) em Buenos Aires, onde funcionou o maior centro clandestino de detenções e torturas do país durante o regime militar, foi o local escolhido para se lembrar o aniversário do golpe de 1976. Diante de milhares de pessoas, Kirchner anunciou que doaria o terreno da ESMA para que a cidade de Buenos Aires e organizações de direitos humanos criassem um “Museu da Memória”. Museu Estima-se que cerca de cinco mil pessoas foram torturadas ou mortas no local. “Como presidente da Argentina, peço perdão em nome do Estado nacional pela vergonha de ter se calado durante 20 anos de democracia sobre tantas atrocidades”, disse Kirchner. O presidente se disse integrante de uma geração “dizimada pela ditadura e castigada por ausências dolorosas”, mas disse que o que move sua gestão não é o rancor ou o ódio, mas sim a luta contra a impunidade. O Museu da Memória exibirá testemunhos, documentos e objetos que vão retratar a história recente e traumática do país. Grupos de direitos humanos estimam que até 35 mil pessoas teriam morrido ou desaparecido entre 1976 e 1983 na Argentina. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||