BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 01 de setembro, 2003 - 09h59 GMT (06h59 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
General argentino reconhece torturas na ditadura
Militares argentinos
Militares argentinos acusados de crimes durante a ditadura no país

Um general da reserva argentino admitiu durante uma entrevista a um canal de TV francês a prática de torturas durante o regime militar do país, entre 1976 e 1983.

O general Ramón Díaz Bessone seria o primeiro oficial argentino de alto escalão nos tempos da ditadura a admitir que as forças de segurança argentinas atuaram fora da lei naquela época.

Na entrevista, concedida ao Canal Plus, Bessone disse que menos de 7 mil pessoas foram mortas durante o regime militar.

O governo argentino estima que essa cifra é de cerca de 18 mil.

Ele também tentou justificar o uso da tortura.

“Como se pode obter informação de um detido se não se aperta ele, se você não tortura?”, disse Díaz Bessone.

Lista de extradição

 Como se tratou de uma guerra interna, a reconciliação é difícil.

Ramon Díaz Bessone

O militar argentino também tentou justificar a linha dura para lidar com a oposição no país.

Segundo o general, os opositores do regime não eram mantidos presos porque eles poderiam ser libertados assim que um governo democrático voltasse ao poder, e assim retomar a luta armada.

“E se os prendêssemos, o que aconteceria?”, perguntou o general. “Se viesse um governo constitucional os colocaria outra vez em liberdade.”

O ex-presidente argentino Carlos Menem perdoou Ramón Díaz Bessone pelos seus crimes cometidos durante o regime militar.

No entanto, o general foi incluído na lista de militares cuja extradição foi solicitada pela Justiça espanhola, para julgamento por suas violações contra cidadãos espanhóis durante o regime militar argentino.

Em 20 de agosto, o Parlamento argentino revogou a chamada Lei do Perdão, que concedia anistia aos militares pelos seus crimes.

Bessone admitiu que é difícil para os argentinos esquecerem os crimes cometidos pelos militares de 1976 a 1983.

“Como se tratou de uma guerra interna, a reconciliação é difícil de conseguir”, disse.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade