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Ex-líder de junta militar argentina é notificado sobre extradição
O ex-presidente da Argentina no regime militar Jorge Rafael Videla compareceu a um tribunal nesta quinta-feira para ser formalmente notificado do pedido de extradição apresentado pelo juiz espanhol Baltasar Garzón. Outros graduados ex-integrantes do regime militar na Argentina, também com extradição solicitada pelo juiz, se apresentaram ao tribunal. O juiz Baltasar Garzón quer julgar mais de 40 autoridades por seu suposto envolvimento na tortura e na morte de cidadãos espanhóis que moravam na Argentina durante o governo militar, de 1976 a 1983. Na semana passada, o atual presidente argentino, Néstor Kirchner, revogou um decreto que impedia a extradição de ex-líderes militares. Doente Segundo o jornal argentino Clarín, advogados do general Vilela disseram que Garzón não tem jurisdição para julgar o ex-ditador. Os advogados dizem que ele já foi julgado pelos crimes dos quais está sendo acusado, em processo que levou à condenação e subseqüente anistia de ex-integrantes das juntas militares argentinas. O ex-general Carlos Guillermo Suarez Mason, o oficial aposentado da inteligência da Marinha Jorge "Tigre" Acosta e o ex-oficial Hector Fabres também se apresentaram ao tribunal. O ex-almirante Emilio Eduardo Massera também era esperado no tribunal, mas as autoridades aceitaram a alegação de que ele está doente demais para uma extradição. O jornal argentino La Nación disse que Massera está internado em um hospital da Marinha há alguns meses, depois de ter sofrido uma hemorragia cerebral. Pinochet Garzón tem liderado as tentativas de levar à Justiça os suspeitos por violação de direitos humanos na América Latina. O juiz foi o responsável pela campanha mal-sucedida para extraditar o general chileno Augusto Pinochet de Londres para a Espanha. Mais recentemente, Garzón conseguiu a extradição do ex-militar argentino Ricardo Miguel Cavallo, do México para a Espanha, a fim de ser julgado por acusações de genocídio e terrorismo. Mais de 30 mil pessoas foram mortas ou desapareceram durante a campanha militar na Argentina, nos anos 1970, contra os "insurgentes" de esquerda, dentro da chamada Guerra Suja. |
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