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Chávez diz na Argentina que é contra ditaduras
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse às Mães da Praça de Maio, que perderam os filhos para a recente ditadura argentina, entre 1976 e 1983, que apesar de ser militar é um “opositor” das ditaduras. Chávez fez suas declarações durante uma viagem oficial de cinco dias à Argentina Nesta terça-feira, a expectativa é de que Chávez trate de um dos assuntos de maior repercussão de sua viagem: a criação de uma estatal de petróleo latino-americana. A discussão deve ocorrer no encontro com o presidente Néstor Kirchner, na Casa Rosada. Chávez deverá sugerir, oficialmente, a criação da “multiestatal” de petróleo, reunindo vários países da América Latina, incluindo Brasil e Argentina. “Uma espécie de Opep latino-americana”, sugeriu, durante um de seus discursos na capital argentina. Não se descarta que a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) seja outro assunto do encontro. Chávez já disse, publicamente, que é contra esta integração. Na atual visita, Chávez também defendeu o fim do Fundo Monetário Internacional (FMI), inaugurou a matéria “bolivariana”, em homenagem ao libertador venezuelano Simón Bolívar, na Universidade Popular Mães da Praça de Maio, e reuniu-se com intelectuais argentinos. Elo A deputada argentina Alícia Castro, do partido Frente para o Cambio, amiga de Chávez e uma das parlamentares mais próximas do governo Kirchner, disse à BBC Brasil que a visita do presidente da Venezuela à Argentina pode representar o elo "Caracas, Brasília e Buenos Aires". Ela acredita no fortalecimento da integração entre a Venezuela, o Brasil e a Argentina, começando pela produção e exportação, talvez conjunta, de petróleo. "Podemos juntar nossa capacidade para unificar a produção de petróleo, a chamada PetroAmérica, além da pesca e da produção de medicamentos, entre outras tantas coisas”, disse. Para ela, esta união de “forças” é necessária para que não se obedeça apenas os desejos e regras do governo americano. Um dos intelectuais que participaram de encontro com o presidente da Venezuela, no teatro Ateneo, no centro de Buenos Aires, o escritor Martin Caparrós, autor de “Amor e Anarquia”, acha que tanto Brasil, como Argentina, Venezuela e outras países da região têm sua própria trajetória e forma de encarar seus problemas. "Para mim, Chávez é um exemplo porque está tentando diminuir as diferenças sociais em seu país”, afirmou. “Mas cada país tem seu estilo e forma de encarar suas questões". O mesmo repetiam, do lado de fora do teatro, seguidores do presidente venezuelano, como a manifestante Marisa Lotardo, de 23 anos, do movimento social “Bairros de Pé”, e Ricardo Lobeto, de 55 anos, que erguia uma faixa contra o “imperialismo americano” em nome da União de Militantes pelo Socialismo, criada há oito anos. "Para mim, Chávez e Lula são a esperança de podermos enfrentar os Estados Unidos e a sua política que tanto prejudica os países da América Latina", disse Lobeto. "Acho que ainda é cedo para avaliar a gestão Kirchner e também do Lula. Só sei que Chávez é um exemplo para a Argentina". |
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