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Protestos marcam metade do mandato de Chávez
A oposição ao governo da Venezuela prepara protestos para marcar, nesta quarta-feira, o momento em que começa a segunda metade do mandato do presidente Hugo Chávez. A data é um marco no país, já que, a partir desse dia, os críticos de Chávez podem legalmente pedir a realização de um referendo para decidir se ele continua no poder ou deixa o cargo. As festividades políticas começam à meia-noite desta terça-feira, com um panelaço e queima de fogos de artifício. As manifestações devem continuar com uma passeata no centro de Caracas, que promete reunir milhares de pessoas. Uma comissão que congrega os diversos setores do "antichavismo" aproveitará o evento para apresentar um abaixo-assinado com 2,7 milhões assinaturas (mais de 20% do eleitorado) para pedir a realização do referendo. Ilegal Hugo Chávez afirma que as assinaturas foram reunidas ilegalmente, a partir de bancos de dados de bancários do país. O futuro político da Venezuela ainda é incerto, sobretudo em razão da disputa sobre a nomeação dos integrantes de uma comissão eleitoral que decidiria a data e o formato de um eventual referendo. Apesar dos chamados para que a população saia às ruas, os líderes da oposição dizem que querem evitar confrontos violentos com os simpatizantes do governo e com as forças de segurança. Os riscos de confrontos são maiores porque os chavistas também prometem comemorar os três anos de governo com manifestações de rua. O governo também tem convocado seus seguidores para um ato no sábado com anúncios de "Somos maioria!" na TV. "Iniciamos uma nova fase para chegar a 2006 com a reeleição de Chávez e a consolidação das mudanças iniciadas nestes três anos de lutas, conspirações e sabotagens de todo tipo", disse o deputado e líder governista Nicolás Maduro.
Maduro questiona a legitimidade das assinaturas que a oposição apresentará para pedir o referendo. "Temos certeza de que essas assinaturas são falsas. Elas não são assinaturas que preencham os pré-requisitos constitucionais." Chávez já sobreviveu a uma tentativa de golpe militar, em abril de 2002, e superou no início do ano uma greve geral convocada pela oposição que parou parte da Venezuela por dois meses. Eleito inicialmente para um mandato de cinco anos, em 1998, Chávez conseguiu aprovar uma nova Constituição em 1999, abrindo caminho para se reeleger para mais seis anos. Seus admiradores acreditam que ele seja uma esperança para diminuir a desigualdade social venezuelana. Os críticos de Chávez o acusam de ser autoritário e de espantar os investimentos externos com sua retórica "revolucionária" e suas relações cordiais com Cuba. Nesta semana, o presidente venezuelano está em visita oficial à Argentina. |
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