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Protestos deixam 16 feridos na Venezuela
Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas durante choques entre a polícia e manifestantes a favor do presidente Hugo Chávez, na Venezuela. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar mais de 100 manifestantes favoráveis ao presidente, que tentavam interromper um protesto contra o governo realizado no mesmo bairro, uma área pobre da capital, Caracas, nesta sexta-feira. Os manifestantes responderam atirando pedras, garrafas e bombas caseiras contra os policiais, e destruindo um posto policial. A oposição convocou o protesto no bairro de Petare um reduto de Chávez para mostrar que o apoio ao presidente está caindo entre as camadas mais pobres da população. Tiros Um policial e três civis foram feridos a balas, que partiram de uma arma desconhecida, disse o chefe dos bombeiros na cidade, Rodolfo Briceno. Pelo menos dez pessoas foram levemente feridas por objetos atirados contra a multidão. Dois policiais ficaram feridos quando foram atropelados acidentalmente por um carro da polícia, disse o secretário de Saúde de Caracas, Pedro Aristimuno. O protesto da oposição foi realizado, apesar de um apelo do ministro do Interior e Justiça, o general Lucas Rincon. No mês passado, um protesto semelhante culminou em violentos choques que provocaram a morte de uma pessoa. Venezuelanos divididos Pelo menos 50 pessoas já morreram nos protestos e choques na Venezuela desde abril passado, quando o presidente Chávez sobreviveu a um curto golpe. Nos choques de sexta-feira, manifestantes a favor do presidente queimaram pneus e bloquearam ruas, para evitar a passeata da oposição. A oposição, no entanto, não cancelou o protesto e só dispersou quando foram usadas bombas de gás lacrimogêneo. Estou aqui por causa de meus netos, porque quero uma democracia de verdade, disse à agência de notícias Associated Press Angelo Valles, que protestava contra o presidente. Mas Rodolfo García, manifestante a favor de Chávez, disse que enquanto a oposição procura problemas, Chávez tenta ajudar os pobres. Os líderes da oposição querem a renúncia de Hugo Chávez e esperam alcançá-la em um referendo aguardado para o dia 19 de agosto metade do mandato presidencial, previsto para se encerrar no início de 2007. O referendo tem que ser organizado por um novo Conselho Eleitoral Nacional, mas o Congresso não tem avançado e os congressistas favoráveis a Chávez não estão participando do processo. |
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