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Atualizado às: 29 de junho, 2003 - Publicado às 02h57 GMT - 23h57 (Brasília)
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Ex-militar argentino é extraditado para a Espanha
O ex-militar argentino Ricardo Miguel Cavallo, que estava detido há três anos em uma penitenciária da Cidade do México, foi extraditado para a Espanha neste sábado.
Ricardo Cavallo teve importante papel no regime militar argentino.

O ex-militar argentino Ricardo Miguel Cavallo, que estava detido há três anos em uma penitenciária da Cidade do México, foi extraditado para a Espanha neste sábado.

Cavallo era procurado pela justiça espanhola por crimes contra a humanidade em um processo aberto pelo juiz Baltasar Garzón.

Cavallo é acusado de ter pertencido a uma facção de um grupo envolvido diretamente no seqüestro e tortura de pessoas durante o último regime militar argentino (1976-1983).

Ele foi levado do México em um avião da Força Aérea Espanhola e apresentava bom estado de saúde, de acordo com um boletim médico expedido pelas autoridades mexicanas.

Alegria e tristeza

Um pequeno grupo de exilados argentinos foi ao aeroporto para recordar os anos de ditadura. Alguns deles choravam.

Shula Eremberg, da organização de expatriados argentinos "Genocídio nunca mais", disse que estava satisfeita com a extradição de Cavallo.

"Os que nos escreveram da Argentina disseram que estão com um aperto de alegria no coração. Sentimos que, pela primeira vez, a justiça começa a ser feita", afirmou Eremberg.

Os argentinos que vivem no México mantiveram um movimento de luta contínuo durante os três anos em que o ex-oficial da marinha passou preso no México.

Anistia

"Tivemos momentos de muita angústia, em que sabíamos que talvez tudo pudesse fracasar. Mas finalmente chegamos a um final feliz e sentimos que desta maneira está se abrindo uma porta, um novo passo para um processo judicial totalmente distinto", acrescentou.

Ela pediu a revogação das leis de anistia que, a assim como acontece no Brasil, impedem o julgamento de integrantes do regime militar por torturas e assassinatos durante a ditadura.

Eremberg quer que Cavallo e mais 48 militares cujas extradições foram pedidas por Garzón sejam julgados na Argentina.

Organizações de direitos humanos classificaram a extradição como histórica, pois se baseia na jurisdição universal, segundo a qual os crimes contra a humanidade podem ser julgados em qualquer país.

O juiz Garzón ficou mundialmente famoso na década de 90, quando tentou sem sucesso a extradição do ex-ditator chileno Augusto Pinochet.

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