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Atualizado às: 28 de junho, 2003 - Publicado às 00h15 GMT - 21h15 (Brasília)
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Análise: os andinos buscam seus horizontes

Eles querem formar um mercado comum
Ministros das Relações Exteriores dos países que participam do encontro

Mais de três décadas depois de ter iniciado o processo de integração, os países da Comunidade Andina de Nações (CAN) tenta mais uma vez impulsionar o processo, apesar de a tarefa não ser nada fácil.

Reunidos na Colômbia, os presidentes da Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela, junto com o vice-presidente do Peru, também tentam encontrar fórmulas que ajudem a superar os graves problemas políticos e sociais que atingem a região.

Dois assusntos devem dominar a pauta de discussões: a integração do bloco à Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e ao Mercosul (Mercado Comum do Sul).

Os presidentes da CAN têm consciência de que aproximam tempos de decisão para projetos comerciais ambiciosos, como a Alca ou mesmo a Rodada de Doha, que deve ser discutida na próxima reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún, no mês de setembro.

Consolidação

Nesse contexto, os integrantes do Pacto Andino reconhecem a urgência de consolidar sua união frente a essas negociações.

Mas a tarefa não é fácil, já que não há consenso nas posições defendidas pelos membros.

Em relação à Alca, a Venezuela tem expressado abertamente suas objeções, afirmando que se trata de uma tentativa dos Estados Unidos de impor uma hegemonia sobre a região.

Essa visão não é compartilhada totalmente por Equador, Colômbia e Bolívia, que vêem na Alca uma oportunidade de ampliar seus mercados.

Contudo, existe uma unanimidade quanto à necessidade de consolidar primeiro o espaço econômico sub-regional e sul-americano.

Por isso, é importante uma aproximação com o Mercosul, e a intenção é firmar um acordo comercial Mercosul/Pacto Andino até o fim do ano para melhorar as condições de negociação dos países sul-americanos frente à Alca.

Não é estranha, então, a presença do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que é um dos mais ardentes defensores da criação de um bloco sul-americano para negociar com mais força com os Estados Unidos.

Desafios

Apesar das boas intenções, os desafios são gigantes, segundo os analistas.

No aspecto comercial, os mesmos integrantes do grupo não cumpriram os próprios compromissos e não conseguiram entrar em acordo para a criação de uma tarifa externa comum.

A isso se soma a falta de uma voz comum, apesar dos avanços institucionais do grupo.

As nações andinas não abandonaram a idéia de negociar acordos bilateralmente quando não avançam em uma posição comum.

Mas talvez o principal problema que afronta o grupo hoje são os sérios obstáculos políticos, sociais e econômicos que existem na região.

A Colômbia vive um dos maiores e mais violentos conflitos internos do mundo.

A instabilidade política e econômica golpeia fortemente a Venezuela.

O mesmo acontece com o Peru e a Bolívia, enquanto que, no Equador, a adoção do dólar não conseguiu resolver os sérios problemas sociais.

Drogas

O problema do narcotráfico e a falta de segurança dos cidadãos resultante da pobreza castigam a região.

O grupo é integrado pelos três maiores produtores de cocaína do mundo.

A repressão às máfias do narcotráfico aumentaram os níveis de insegurança afetando os investimentos urgentemente necessários.

Além disso, a conjuntura econômica internacional golpeou fortemente a região, gerando uma crise econômica nos cinco países, que até agora não encontraram soluções.

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