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Kirchner quer indenizar vítimas dos protestos de 2001 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, anunciou que o seu governo deve indenizar as famílias das vítimas dos protestos de dezembro de 2001. Vinte pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança argentinas entre 19 e 20 de dezembro daquele ano, no auge da revolta contra o então presidente Fernando de la Rúa. As pessoas protestavam contra as medidas de austeridade econômicas tomadas por De la Rúa, que acabou renunciando no próprio dia 20. Segundo o jornal La Nación, Kirchner disse que os manifestantes que ficaram feridos à época e os familiares dos mortos receberiam entre 15 mil e 224 mil pesos (valores equivalentes em reais). 'Ponto de virada' Em uma cerimônia no palácio presidencial, a Casa Rosada, com a presença de diversas organizações de defesa de direitos humanos, Kirchner disse que os protestos de dezembro de 2001 só acabaram em mortes porque os responsáveis acharam que iam ficar impunes. "Esperemos que este seja um ponto de virada para que a Argentina nunca mais resolva os seus problemas cortando a corda do lado mais fraco ou com essa teoria dos governos de ser fortes com os débeis e débeis com os poderosos", afirmou. O projeto de lei que prevê as indenizações deverá ser sancionado pelo Congresso para entrar em vigor. Segundo o La Nación, Kirchner também confirmou que vai transformar em museu uma antiga escola naval que se tornou centro de tortura durante o regime militar no país (1976-83). |
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