|
Oposição não reúne assinaturas contra Chávez, diz conselho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela confirmou nesta terça-feira que a oposição do país conseguiu reunir cerca de 1,8 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que pede um referendo sobre o governo do presidente Hugo Chávez. Mas o órgão também informou que mais de um milhão de assinaturas que foram apresentadas pela oposição terão ainda que ser validadas, por causa de dúvidas a respeito de sua autenticidade. De acordo com a lei venezuela, são necessárias pelo menos 2,4 milhões de assinaturas para forçar a realização do referendo, que poderia levar Chávez a ser afastado do poder. O anúncio do número total de assinaturas recolhidas e a definição final sobre a realização ou não do referendo devem ser anunciados nas próximas semanas. Adiamento De acordo com o correspondente da BBC Mundo em Caracas José Baig, a oposição entregou mais de 3 milhões de assinaturas, mas cerca de 143 mil foram descartadas em definitivo pelo CNE, por terem sido de pessoas que não estavam nos registros do órgão ou foram identificadas como mortas, por exemplo. Mais de um milhão foram separadas para a validação, sendo que 233 mil por motivos considerados "operativos" e outras 876 mil devido à desconfiança de que mais de uma mesma pessoa tenha preenchido cadastros relacionados às assinaturas. Baig disse ainda que a validação de todas as mais de um milhão de assinaturas suspeitas deve ocorrer entre 18 e 22 de março, e que o resultado final do abaixo-assinado deve sair até o fim do mês. O Conselho Eleitoral deveria ter publicado a sua decisão nesta terça-feira, após tê-la adiado na segunda. Na semana passada, sua direção informou que o órgão faria a validação de assinaturar consultando centenas de milhares de cidadãos para saber se eles realmente assinaram as petições. A decisão de rever a veracidade das assinaturas irritou os líderes da oposição, que incentiva os seus seguidores a uma campanha de desobediência civil. Eles contam com o referendo para remover Chávez do poder. Choques entre simpatizantes e opositores de Chávez nas ruas do país mataram várias pessoas e feriram dezenas nos últimos dias. Resistência pacífica "Convocamos o país a continuar com a resistência pacífica", declarou o líder antichavista Enrique Mendoza. "Essa luta vai durar o tempo que for necessário." No domingo, pelo menos 60 mil pessoas participaram de uma marcha contra Chávez nas ruas de Caracas. O presidente acusa George W. Bush e os Estados Unidos de estarem articulando formas para tirá-lo do governo. Já ameaçou cortar todo o fornecimento de petróleo – principal produto venezuelano – se Washington tentar uma invasão ou sanções comerciais. "A Venezuela não é o Haiti, e Chávez não é Aristide", declarou Chávez, numa referência ao presidente haitiano que abandonou seu país e fugiu para o exílio acusando os americanos de ajudarem a derrubá-lo. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||