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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2004 - 00h05 GMT (21h05 Brasília)
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Reunião do G-15 acontece em cenário tenso na Venezuela

O presidente venezuelano, Hugo Chávez
Decisão sobre realização de referendo sobre governo de Chávez deve ser divulgada neste mês
A reunião do G-15 em Caracas acontece em um momento em que a Venezuela vive uma profunda crise política, em que a oposição espera que seja anunciado o resultado de um abaixo-assinado que pede a realização de um referendo sobre o governo do presidente Hugo Chávez.

A crise piorou esta semana com a decisão por parte do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) de revisar mais de um milhão de assinaturas em favor do referendo sobre o mandato do presidente Hugo Chávez.

O CNE, que diz ser um órgão independente, deve divulgar neste domingo se os grupos de oposição conseguiram assinaturas em número suficiente para promover o referendo.

Líderes da oposição, porém, acreditam que o elevado número de assinaturas suspeitas vai impedir que se chegue ao número mínimo necessário de 2,5 milhões de assinaturas.

Amigos

O Brasil participa, junto com Estados Unidos, Espanha, Portugal, Chile e México, do Grupo de Amigos da Venezuela, criado em 2003, durante a greve que paralisou o país por dois meses no início do ano.

O grupo divulgou nesta quinta-feira um comunicado dizendo ter tomado conhecimento do procedimento de confirmação de assinaturas que será realizado pelo Conselho Nacional Eleitoral do país (CNE).

"O Grupo de Amigos confia que a verificação de autenticidade das assinaturas se fará com transparência, de maneira a que prevaleça a expressão da vontade dos eleitores, de acordo com a lei e os regulamentos em vigor", diz a nota.

Jesus Torrealba, um dos organizadores da Coordenadora Democrática, que reúne partidos e organizações de oposição a Chávez, disse que é preciso uma atuação mais efetiva do Grupo de Amigos para garantir o direito ao voto dos venezuelanos.

Ele afirmou à BBC Brasil que tem um "diálogo muito fluido" com o governo brasileiro, mas disse que não chegou a pedir audiência com o presidente Lula. "Sabemos que a agenda do G-15 é muito apertada, e nós já temos um contato permanente com a chancelaria", afirmou.

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