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Atualizado às: 26 de fevereiro, 2004 - 03h39 GMT (00h39 Brasília)
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Oposição reclama de revisão de abaixo-assinado na Venezuela
O presidente venezuelano, Hugo Chávez
Decisão sobre realização de referendo sobre governo de Chávez deve ser divulgada neste mês
A principal organização de oposição na Venezuela conclamou os venezuelanos a se mobilizar em uma "resistência pacífica" contra a decisão das autoridades eleitorais do país de revisar assinaturas e impressões digitais coletadas num abaixo-assinado contra o presidente Hugo Chávez.

O abaixo-assinado, organizado pela oposição, tem o objetivo de forçar a realização de um referendo sobre o governo de Chávez, que poderia levá-lo a deixar o poder.

Mas mais de um milhão de assinaturas e digitais foram consideradas suspeitas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), encarregado de verificar se o abaixo-assinado contém o número mínimo de pessoas necessário para forçar o referendo.

Enrique Mendoza, líder da organização de oposição Coordenadora Democrática, disse que o CNE "deu as costas à Constituição e ao povo".

"Golpismo"

A Coordenadora Democrática também decidiu "desconsiderar a autoridade institucional e política" do que chamou de "maioria oficialista" do CNE.

A oposição garante ter recolhido 3,4 milhões de assinaturas, quando a lei venezuelana estabelece que um mínimo de 2,4 milhões são necessários para forçar o referendo.

Caso as assinaturas que estão sendo revistas sejam anuladas, a oposição corre o risco de não ter obtido o número mínimo necessário.

O governo acusou a oposição de "golpismo" o fato de a oposição prometer que não irá reconhecer a autoridade da maioria do CNE.

O vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, pediu à Organização de Estados Americanos (OEA) e ao Centro Carter, que monitoram a situação na Venezuela, a se pronunciar sobre a posição dos oposicionistas.

Por sua vez, um dos diretores do CNE, Jorge Rodríguez, garantiu que "em nenhum momento se disse que as assinaturas que foram apresentadas foram consideradas nulas, (elas) simplesmente serão investigadas".

No dia 29 deste mês se encerra o prazo para que o CNE anuncie se há assinaturas suficientes para realizar o referendo sobre Chávez, no qual os venezuelanos devem reavaliar os mandatos de dezenas de parlamentares.

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