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Chávez promete reagir a decisão sobre referendo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venzuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que vai apelar à Suprema Corte do país, caso o resultado de um abaixo-assinado que propõe um referendo sobre seu governo seja desfavorável a ele. Chávez acusa a oposição de organizar uma "megafraude" na colega de assinaturas, que agora estão sendo conferidas pelo Conselho Nacional Eleitoral. "No caso de o Conselho Nacional Eleitoral dizer que haverá um referendo (...) nós iremos à Suprema Corte com todas as provas", disse o presidente venezuelano a jornalistas. A tensão entre o governo e a oposição provocou confrontos violentos em três cidades nesta quinta-feira, rompendo a relativa calma das últimas semanas. Adiamento O Conselho Eleitoral, que deveria estar divulgado o resultado do abaixo-assinado nesta sexta-feira, anunciou que só será capaz de anunciar os resultados no final de fevereiro. Jorge Rodríguez, um dos diretores do Conselho Nacional Eleitoral, disse à agência de notícias Associated Press que algumas assinaturas precisaram ser reavaliadas, porque formulários com dados pessoais dos signatários foram preenchidos por funcionários dos centros de coleta de assinaturas e não pelos próprios signatários. Os três diretores do conselho, incluindo Rodriguez, aparentam discordar quanto à possibilidade disso ser ou não uma violação das regras. A oposição precisa ter coletado assinaturas de, pelo menos, 20% dos eleitores venezuelanos - 2,4 milhões de pessoas - para forçar a realização do referendo que pode levar ao afastamento de Chávez e de outros representantes eleitos. O presidente havia anteriormente dito que iria acatar qualquer decisão do Conselho. |
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