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Dois morrem em protesto durante cúpula do G-15 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas em choques envolvendo militares e manifestantes contrários ao presidente da Venezuela em Caracas, nesta sexta-feira. A marcha de protesto foi organizada pela coalizão de oposição Coordenadora Democrática, que queria entregar uma carta aos chefes de Estado reunidos na cidade para a reunião de cúpula do G-15. Os soldados da Guarda Nacional abriram fogo e lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, quando eles estavam a poucos quilômetros do hotel onde se realizou o encontro. O prefeito de Caracas, Alfredo Peña, confirmou o número de mortos e feridos e revelou também que pelo menos 100 pessoas foram presas. 50 mil soldados As Forças Armadas haviam destacado 50 mil soldados para manter a ordem na cidade durante a reunião do G-15, e advertiram a oposição que não iriam tolerar distúrbios. No domingo, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano deve anunciar um resultado preliminar de um abaixo-assinado organizado pela oposição para forçar um referendo sobre o presidente Hugo Chávez. A tensão no país aumentou nesta semana depois que o CNE anunciou que iria revisar mais de um milhão de assinaturar e impressões digitais, o que pode colocar em risco a aprovação do referendo. A oposição precisa de pelo menos 2,4 milhões de assinaturas para forçar sua realização. De acordo com seu resultado, o presidente Chávez pode ser afastado do poder. No domingo, manifestantes do presidente prometem realizar uma manifestação na capital. |
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