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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2004 - 09h57 GMT (06h57 Brasília)
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Oposição a Chávez promete passeata em cúpula do G-15

Soldado patrulha local da cúpula do G-15 em Caracas
Oposicionistas querem passar pelo hotel onde ocorre o encontro
A reunião do G-15 acontece em Caracas em meio a protestos promovidos pela oposição ao presidente Hugo Chávez.

Os protestos são estimulados pela decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de revisar mais de 1,1 milhão de assinaturas colhidas em um abaixo-assinado, em que se pede a realização de um referendo que poderia afastar Chávez do poder.

A Coordenadoria Democrática, coalizão que reúne partidos e organizações de oposição, planeja para esta sexta-feira uma passeata que vai tentar chegar o mais perto possível do hotel Hilton, no centro de Caracas, onde acontece o encontro.

"Queremos entregar um documento a representantes do G-15", disse um dos coordenadores do movimento, Jesus Torrealba. "É importante que nossos ilustres visitantes observem de primeira mão que estamos buscando uma saída democrática, por meio do voto", completou, referindo-se ao referendo.

Segurança

Dificilmente, porém, os manifestantes terão chances de chegar perto do hotel.

Desde a metade da semana, a segurança já é bastante reforçada em volta do hotel.

Nesta quinta-feira, integrantes da Coordenadoria Democrática visitaram as embaixadas dos países integrantes do G-15 em Caracas, entregando um documento em favor do referendo.

O embaixador do Brasil no país, João Carlos de Souza Gomes, recebeu na residência oficial uma comissão de 15 pessoas que lhe entregou uma carta em nome da Coordenadoria Democrática.

Torrealba disse que a organização não planeja nenhuma manifestação pública em Caracas no domingo, quando o CNE vai divulgar o número de assinaturas válidas até agora. Neste dia, haverá uma manifestação pública de apoio a Chávez, organizada pelo governo.

"Não vamos marcar nenhum ato público para o mesmo dia porque não queremos confronto", disse Torrealba.

OEA

A Coordenadoria Democrática defende a proposta feita pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Centro Carter – observadores do processo de coleta de assinaturas para o referendo – de analisar por amostragem as assinaturas colocadas sob suspeita de fraude.

Para Torrealba, "essa é uma boa proposta, porque não atrasa o nosso direito de escolher".

A oposição considera um golpe do governo a decisão do CNE e acha que, no domingo, o Conselho vai anunciar que apenas cerca de 1,5 milhão de assinaturas são válidas.

A oposição afirma ter entregue ao CNE 3,448 milhões de assinaturas.

Para o referendo revogatório do mandato presidencial, são necessárias 2,5 milhões de assinaturas.

No plebiscito, os venezuelanos poderiam decidir se querem a saída antecipada de Chávez ou que o presidente cumpra até o final o seu mandato de seis anos.

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