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Adiamento de análise de abaixo-assinado gera tensão na Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O adiamento da análise do abaixo-assinado coletado pela oposição venezuelana aumentou a tensão entre tropas leais ao presidente Hugo Chávez e manifestantes de oposição. Desde sexta-feira, as manifestações já deixaram pelo menos dois mortos e cerca de cem feridos. O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela adiou para a quarta-feira a divulgação da análise das 3,5 milhões assinaturas coletadas para pedir um referendo que decidirá o destino do presidente Hugo Chávez. O tribunal eleitoral havia dito que apresentaria o balanço preliminar das assinaturas no domingo, mas resolveu adiar a decisão devido aos protestos violentos que vêm sendo realizados nas ruas da Venezuela desde a sexta-feira. De acordo com Jorge Rodriguez, membro do Conselho Nacional Eleitoral, o número de assinautras válidas já é conhecido desde sexta-feira. "Esta pausa permite que façamos uma reflexão e estudemos o resultado dentro do sistema democrático e com humildade e paciência", disse Rodriguez. Ação policial Na segunda-feira, a Guarda Nacional da Venezuela usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar uma manifestação na Plaza Altamira, um bolsão da oposição no leste de Caracas. A polícia militar está vigiando uma das principais estradas de Caracas, que liga o leste ao oeste da capital venezuelana. "Não vamos deixar que eles bloqueiem a estrada", disse o coronel José Gregorio Montilla. Muitas áreas ao leste e ao sudeste de Caracas são habitadas por moradores de classe média e classe média alta e administradas por prefeitos que se opõem a Hugo Chávez. Em alguns locais nessas regiões a polícia fez patrulhas sem impedir a realização de protestos, enquanto manifestantes queimavam latas de lixo, arremessavam coquetéis molotov e até davam tiros. Mas segundo o parlamentar social-democrata Henry Ramos, as manifestações não são um "protesto dos ricos, das classes altas". De acordo com o parlamentar, a prova de que não é uma manifestação das elites é que "já houve até saques". |
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