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Brasfobia
Diogo Mainardi, amigo e colega de mesa no programa Manhattan Connection, é tão contra o Brasil que publicou um livro muito divertido com este título: Contra o Brasil. Esculhamba o país e nossa gente. O livro não entrou na lista dos best-sellers, mas, quase toda semana, Diogo desce a lenha no Brasil e nos brasileiros na sua lidíssima coluna em Veja. Diogo diz que nosso único bom produto de exportação é carne humana. Ele se refere às prostitutas e travestis. Diogo não está lutando sozinho contra os brasileiros. Esta semana, em Nova York, vários brasilianistas se reuniram no Hunter College para discutir a "brasfobia". Por que há brasileiros que têm medo, suspeição e aversão a brasileiros? Por que os imigrantes brasileiros não ajudam outros brasileiros? O debate foi promovido pelo Brazilian Rainbow Group, uma ONG criada para ajudar gays e lésbicas brasileiros. Dos cinco conferencistas, três eram americanos e dois brasileiros. Infelizmente, não pude ir ao debate, mas entrevistei uma das participantes, a brasilianista Maxine Margolis, professora de antropologia da Universidade da Flórida e autora de dois livros sobre a colônia brasileira. Maxine, como eu, já ouviu brasileiro se queixar de brasileiros, mas acha que a fobia é mais uma fantasia. Diz que, quando chegam, desamparados, os brasileiros recebem ajuda dos patrícios, mas acha que os brasileiros não sabem se organizar em associações, como outras minorias. Hoje, a grande ajuda aos imigrantes brasileiros vem das igrejas evangélicas. Eryck Duran, presidente do Brazilian Rainbow Group, organizador do debate, diz que, em cada dez brasileiros que procuram a organizacao, oito se queixam de outros brasileiros. Se o número for correto, a brasfobia é mais do que uma fantasia. |
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